Primeiro-ministro quer desempregados do turismo reconvertidos para o sector social

Human Resources com Lusa
20 de Agosto 2020 | 10:45
Primeiro-ministro quer desempregados do turismo reconvertidos para o sector social

O primeiro-ministro, António Costa, defendeu que os desempregados do turismo, uma das áreas mais atingidas pela crise gerada pela COVID-19, podem ser reconvertidos, com a formação necessária, como trabalhadores do sector social.

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António Costa deixou esta proposta no final da intervenção da cerimónia de assinatura de declaração de compromisso de parceria para Reforço Excepcional dos Serviços Sociais e de Saúde e lançamento do programa PARES 3.0, que decorreu esta tarde no Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, e que contou ainda com a presença da ministra Ana Mendes Godinho.

«Uma palavra final sobre o emprego. Como todos sabemos um dos sectores mais atingidos por esta crise económica e que mais duramente vai ser atingido por esta crise económica é, por exemplo, o sector do turismo», referiu o chefe do executivo socialista.

De acordo com o primeiro-ministro, «muitos dos milhares de pessoas que neste momento estão a perder o emprego no sector do turismo são pessoas que já têm uma formação de base, que já têm uma experiência de cuidado pessoal, de relacionamento pessoal».

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«São um recurso fundamental para, com formação naturalmente, poderem ser facilmente reconvertidas para continuar a trabalhar com pessoas agora nas instituições em que estão associadas nas IPSS [Instituições Particulares de Solidariedade Social], nas mutualidades, nas misericórdias ou nas cooperativas», propôs.

Na perspectiva de António Costa, o momento em que se celebram estes dois acordos é essencial.

«O país sabe que a COVID, para além de um enorme drama do ponto de vista sanitário, dos milhares de vidas que já ceifou, da preocupação generalizada que criou na sociedade portuguesa, tem um custo económico e social absolutamente brutal», avisou.

Segundo o primeiro-ministro, «em poucos meses foram destruídos mais de 100 mil postos de trabalho».

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«Em poucos meses chegámos a ter 800 mil famílias a depender da situação do lay-off e só manter o emprego porque o emprego estava a ser apoiado por via do Estado e por elas próprias como uma perda de um terço do seu rendimento», enumerou.

Depois da fase de emergência, lembrou Costa, o Governo criou o Programa de Estabilização Económica e Social, estes dois programas cujas parcerias foram hoje assinadas.

«Porque nós temos de utilizar com inteligência o pouco dinheiro que temos ao nosso dispor e com cada euro temos de conseguir satisfazer pelos menos três objectivos: combater a recessão económica e reanimar a economia, criar postos de trabalho, reanimar a economia e criar postos de trabalho que sejam socialmente úteis para a sociedade», defendeu.

O primeiro-ministro não deixou de responder a alguns dos intervenientes que falaram antes, como o caso de Manuel Lemos, União das Misericórdias Portuguesas (UMP), que pediu a Costa que «no quadro da bazuca europeia» não se esqueça do sector social.

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«Eu não vou apontar a bazuca às vossas instituições porque eu não vou disparar sobre as vossas instituições. Agora nós contamos com as vossas instituições para utilizar o poder de fogo da bazuca para podermos continuar a fazer mais e fazermos melhor», garantiu.

A intervenção de Costa terminou com uma felicitação à ministra Ana Mendes Godinho e a toda a sua equipa «pela forma muito rápida como têm conseguido organizar o conjunto destes programas».

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