A preocupação dos gestores com impostos e concorrência aumentou em Outubro, mas a situação internacional, o Governo e política continuaram a ser os principais receios, segundo um barómetro do Fórum de Administradores e Gestores de Empresas (FAE).
«No Barómetro FAE de Gestores relativo a Outubro de 2025 observa-se uma transferência de foco em relação ao mês anterior nas prioridades dos gestores portugueses», lê-se no documento.
As preocupações com Governo e política contrariaram a tendência de crescimento dos últimos meses, ao registar uma descida de 18% para 14,1%. Ainda assim, mantém-se, juntamente com a situação internacional, que sobe ligeiramente de 31,5% para 32,6%, entre as principais preocupações.
Por outro lado, verificou-se uma subida significativa de 7,9% para 10,9% nas preocupações com impostos e tributação, bem como concorrência e modelo de negócio, que aumentou de 4,5% para 9,8%, “reforçando a tendência ascendente”.
Estas duas questões voltam, desta forma, a ser uma das cinco maiores preocupações dos gestores portugueses.
Já no que diz respeito à contratação e retenção de talentos, «inverteu-se a tendência observada no mês anterior, regressa a níveis habituais, com uma descida significativa de 15,7% para 10,9%».
No barómetro, existem também dados relativamente ao Índice de Optimismo dos gestores, que aumentou ligeiramente, passando de 2,42 para 2,49.
No entanto, «apesar da subida, o indicador permanece em território negativo desde 2022, reflectindo a persistente apreensão quanto ao contexto económico global e às suas implicações a nível nacional», conclui.














