O prémio reconhece o seu percurso na ciência da separação e purificação de produtos biológicos, em particular o desenvolvimento de processos aplicados à produção de biofármacos.
Os biofármacos são utilizados no tratamento de doenças como o cancro, as doenças autoimunes e as doenças raras. À medida que estes produtos se tornam mais complexos, os processos de separação e purificação têm de assegurar a qualidade e segurança e responder à necessidade de uma produção mais eficiente e sustentável.
Antes de uma biomolécula produzida em laboratório poder ser utilizada numa aplicação terapêutica ou industrial, é preciso separá-la dos restantes componentes e purificá-la. Esta etapa é essencial para assegurar as características necessárias à sua utilização. É nesse ponto, entre a produção de uma molécula e a possibilidade de a aplicar, que se situa uma parte importante da investigação de Raquel Aires-Barros.
Para a investigadora, esse trabalho passa por integrar melhor as diferentes etapas do processo, explorar a produção contínua e tecnologias em pequena escala, e recorrer à modelação, à automação e à inteligência artificial. Reduzir o consumo de água, energia e materiais é outro desafio central. «É essa ponte entre compreender melhor os fenómenos, desenvolver novas tecnologias e conseguir aplicá-las a desafios reais da biotecnologia e da indústria farmacêutica que, para mim, representa o futuro», sublinha.
No Técnico, Raquel Aires-Barros coordena o grupo de investigação em Engenharia de Bioprocessos do Instituto de Bioengenharia e Biociências (iBB).
O Per-Åke Albertsson Award presta homenagem ao investigador sueco Per-Åke Albertsson, cujo trabalho contribuiu para o desenvolvimento da ciência da separação de materiais biológicos a partir da década de 1950.

















