Mais de metade dos portugueses profissionalmente activos confirma trabalhar sob pressão, admitindo que lhes falta tempo para terminar as tarefas que lhes são atribuídas ou para tomar decisões. Este é um dos resultados retirados do inquérito realizado pelo INE.
Para 33% dos trabalhadores a carreira claramente afecta a sua vida pessoal. No entanto, a grande fatia (55,5%) dos inquiridos no estudo “Organização do trabalho e do tempo do trabalho”, realizado em conjunto com o Inquérito ao Emprego no segundo trimestre de 2015, diz que está sujeito diariamente a situações de pressão. Por outro lado, 1,5 milhões de trabalhadores dizem que conciliar a vida familiar e o trabalho é um problema.
O universo estudado neste trabalho foi de 4,581 milhões de profissionais, com 15 ou mais anos, e mostram que as mulheres são quem mais sentem e quem mais afectadas são pelas situações de stress e pressão.
Em relação à vida familiar, o inquérito conclui também que esta é prejudicada pela pouca influência que os trabalhadores têm sobre o seu horário de trabalho ou pela dificuldade que têm para se ausentarem do local de emprego por uma ou duas horas por questões pessoais. Outro dos motivos apontados é também a dificuldade de gozar um ou dois dias de férias marcados com pouca antecedência.














