Projecto da SCML vai distribuir 500 mil euros por projectos de impacto social e ambiental

Já estão abertas as candidaturas para a segunda edição do programa de investimento +PLUS da Casa do Impacto da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa. O fundo filantrópico tem 500 mil euros para soluções em fase inicial de implementação ou já implementadas.

Alinhado com os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da ONU, o fundo filantrópico +PLUS permite aos empreendedores, startups e organizações sociais testar ou aumentar o impacto de soluções inovadoras.

Para além do apoio financeiro ajustado à necessidade de cada solução, que é realizado por parcelas mediante a apresentação de resultados ao longo de dois anos (investimento por resultados), o programa também oferece apoio não-financeiro, nomeadamente um acompanhamento individualizado pela equipa da Casa do Impacto, experts e parceiros, para a implementação no mercado, escalabilidade e demonstração do impacto.

Inês Sequeira, directora da Casa do Impacto, refere «num ano em que os problemas sociais e desigualdades se agravam, por força do impacto da pandemia, torna-se ainda mais importante apostar em projetos que possam responder aos desafios para a retoma social e económica do país, sem nunca esquecer a emergência climática e a transição verde, área que queremos também alavancar através do programa +PLUS. Para conseguirmos potenciar projetos de resposta eficaz, vamos centrar-nos naqueles que já têm provas dadas de exequibilidade e alguns resultados palpáveis».

As soluções candidatas já devem ter sido previamente validadas através de um teste ou projecto-piloto que demonstre que é exequível e viável enquanto produto, serviço ou processo. Devem ainda enquadrar-se num dos eixos de apoio do +PLUS de acordo com o seu grau de maturidade:

Para o eixo “+Testing”, destinado a soluções que ainda não foram implementadas, ou estão numa fase inicial de implementação e pretendem testar o seu impacto para a consolidação do negócio, podem candidatar-se empreendedores, individualmente ou em equipa, entidades da Economia Social (associações, cooperativas, fundações e outras definidas na Lei de Bases da Economia Social), sociedades comerciais e outras pessoas colectivas de direito privado. Cada solução será investida até ao valor máximo de 50 mil euros.

Já para o eixo “+Scaling” apenas podem candidatar-se pessoas coletivas que procurem a expansão das soluções inovadoras que já foram implementadas no mercado com resultados comprovados e que pretendem escalar o seu impacto. Por cada solução, o limite de investimento neste eixo é de 100 mil euros.

Findo o prazo de candidaturas, a 30 de Novembro, dá-se início à fase de pré-selecção das soluções. As escolhidas vão passar por um bootcamp de dois dias para a preparação para a fase final, que consiste na apresentação pitch perante um painel de jurados, a acontecer em Janeiro de 2022. O potencial de impacto social e ambiental das soluções, a exequibilidade, a consistência do modelo de negócio e o perfil da equipa/candidato serão os principais critérios para a selecção.

As candidaturas são feitas no site da Casa do Impacto até 30 de Novembro.

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