Projecto da Universidade de Coimbra prevê qualificar oito a 10 mil pessoas em quatro anos

Human Resources com Lusa
12 de Abril 2022 | 10:40
Projecto da Universidade de Coimbra prevê qualificar oito a 10 mil pessoas em quatro anos

A Universidade de Coimbra (UC) ambiciona diplomar, em quatro anos, entre 8000 a 12.000 pessoas, no âmbito do projecto Living the Future Academy, financiado com 16,5 milhões de euros pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

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O projecto está focado na promoção de programas e cursos de formação inovadores, adaptados a diferentes segmentos da população e em coordenação com empregadores e organizações económicas, sociais, políticas e territoriais da região Centro.

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«Este projecto não assenta em edificado, mas em qualificações. Temos de olhar para os territórios e o momento que vivemos hoje é de qualificação e aproximação às pessoas», disse o reitor da UC, Amílcar Falcão, na cerimónia de apresentação.

Liderado pela UC, o Living the Future Academy tem como parceiros a Universidade dos Açores, a Escola Superior de Enfermagem de Coimbra, o Instituto Politécnico de Viseu e o Politécnico da Guarda, além de 104 parceiros e nove clusters envolvendo mais de 300 associados.

«Estamos a trabalhar para ter uma presença territorial mais forte, que nos dá a ideia de que temos de fazer o que o território e o país precisam», salientou o reitor da UC, frisando que a estratégia envolve cinco Comunidades Intermunicipais do Centro, entre elas a de Coimbra, que abrangem 73 dos 100 municípios da região.

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Estas parcerias vão permitir a adaptação da formação às especificidades dos territórios e organizações e garantir uma maior capacitação do tecido socioeconómico da região Centro e dos Açores, assim como possibilitar a empregabilidade de novos licenciados e profissionais requalificados e programas de estágio para recém-licenciados e alunos STEAM (ciência, tecnologia, engenharia, arte e matemática).

O projecto prevê a criação de nove novos cursos de licenciatura e mestrado e de mais de uma centena de cursos curtos, não conferentes de grau, no âmbito de oito «academias» temáticas dedicadas a soft skills, inteligência digital, robótica, saúde e longevidade, formação de professores, empreendedorismo jovem e sustentabilidade e economia circular, entre outros.

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«Acredito muito neste projeto, creio que fará a diferença e será, certamente, um motor de coisas novas, mantendo o respeito pela individualidade, pela territorialidade e por cada uma das instituições envolvidas», afirmou Amílcar Falcão.

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O objectivo, sustentou, é o de que o projecto seja «sustentável para o futuro e torne as instituições e a região, fundamentalmente, mais resiliente e diferente na forma de relacionamento».

«Esta é uma oportunidade única de nos renovarmos, recriarmo-nos e de conseguirmos que na fase pós-pandemia estejamos mais preparados do ponto de vista tecnológico, mas também de implantação e de presença territorial».

«É uma oportunidade única de aproveitarmos o dinheiro para investir bem e, dessa forma, darmos uma visibilidade completamente diferente e, fundamentalmente, uma dinâmica diferente ao ensino superior, independentemente de ser universitário ou politécnico», frisou.

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Salientando que se trata de um projecto «bastante ambicioso», o reitor da UC referiu que o importante é «ter ideias e projectos disruptivos que sejam parte da solução e não do problema».

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