O projecto-piloto da semana de quatro dias ainda só tem dois meses, mas segundo o secretário de Estado do Trabalho o balanço da iniciativa é positivo, afirmando ter indicações de que trabalhadores e organizações estão satisfeitos.
O balanço final sobre a experiência, que abrange 39 empresas e cerca de mil trabalhadores, e que arrancou em Junho, será feito só ao fim dos seis meses do projecto, mas Miguel Fontes, que visitou uma das empresas aderentes, a Crioestaminal, em Cantanhede, disse à Lusa ter, para já, «indicações positivas»” por parte dos participantes.
«As informações que nos vão chegando (…) são indicações muito positivas, em que as pessoas que estão a ser abrangidas pela semana de quatro dias estão particularmente satisfeitas com essa possibilidade, sentem que, de facto, a qualidade do seu trabalho e da sua vida em conjunto melhorou», afirmou o governante.
«Do ponto de vista das organizações, aquilo que nos testemunham é que isto obrigou a redesenhar processos de trabalho, a reorganizar metodologias de trabalho, mas que não sentem, para já, que haja qualquer resultado menos positivo pelo facto de terem aderido à semana dos quatro dias», acrescentou, reforçando, no entanto, que «ainda é cedo» para uma avaliação final.
Segundo Miguel Fontes, a experiência nestas empresas poderá mostrar que, com a semana de quatro dias de trabalho, «o absentismo diminui, que o nível de atractividade dessas empresas aumenta e que conseguem reter talento», tornando-se mais competitivas.
Entre estas 39 empresas, distribuídas por 10 distritos, está um instituto de investigação, uma creche, um centro de dia, um banco de células estaminais que trabalha sete dias, e empresas do sector social, indústria e comércio.
O projecto pretende avaliar a implementação da semana de quatro dias, com a correspondente redução do número de horas de trabalho, sem diminuição da retribuição e qualquer entidade empregadora pode aderir, de acordo com a portaria publicada em Diário da República.
As entidades que se inscreverem no programa-piloto são avaliadas antes, durante e após o programa, através de indicadores, como a produtividade e custos intermédios, e os trabalhadores, incluindo a saúde e bem-estar.
O IEFP – Instituto de Emprego e Formação Profissional assume os encargos e as despesas associadas ao desenvolvimento do programa-piloto até ao montante máximo global de 350 mil euros.














