A análise histórica demonstra uma qualificação sem precedentes da força de trabalho nacional: a proporção de activos com formação superior triplicou desde 1992, subindo de 11,4% para os actuais 33,7% no fecho de 2024.
O estudo revela ainda que no quarto trimestre de 2025, Portugal apresentou a maior percentagem da União Europeia (UE) de profissionais com baixas qualificações (29,1%), valor que duplica a média europeia (14,7%). Este indicador coloca o país na pior posição do ranking.
Apesar do posicionamento atual, a evolução histórica revela um progresso: em 1992, quase a totalidade dos profissionais (76,9%) tinha baixas qualificações.
O peso de profissionais pouco qualificados caiu de 76,9% em 1992 para 32,2% em 2024. No entanto, com 29,1% em 2025, Portugal ainda detém a maior percentagem da UE nesta categoria
A análise da Randstad Research refere também que no quarto trimestre de 2025, o peso de cidadãos estrangeiros na população activa em Portugal fixou-se em 7,9%, valor que permanece abaixo da UE (10,5%) e distante de países como o Luxemburgo ou inclusive a Espanha. Este aumento nos últimos dois anos anos reflecte a nova dinâmica de atracção de talento e a importância crescente da imigração para a sustentabilidade do mercado de trabalho português.














