Proporção de profissionais com formação superior triplicou desde 1992 em Portugal

O estudo “O mercado de trabalho em Portugal: uma análise comparativa na UE” da Randstad Portugal, mostra que 36,2% dos activos tem ensino superior em Portugal, situando-se 3 p.p. abaixo da UE. Apesar de ocupar uma posição intermédia no ranking, ainda regista uma distância considerável face a líderes europeus.

Margarida Lopes
6 de Abril 2026 | 10:18
Proporção de profissionais com formação superior triplicou desde 1992 em Portugal

A análise histórica demonstra uma qualificação sem precedentes da força de trabalho nacional: a proporção de activos com formação superior triplicou desde 1992, subindo de 11,4% para os actuais 33,7% no fecho de 2024.

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O estudo revela ainda que no quarto trimestre de 2025, Portugal apresentou a maior percentagem da União Europeia (UE) de profissionais com baixas qualificações (29,1%), valor que duplica a média europeia (14,7%). Este indicador coloca o país na pior posição do ranking.

Apesar do posicionamento atual, a evolução histórica revela um progresso: em 1992, quase a totalidade dos profissionais (76,9%) tinha baixas qualificações.

O peso de profissionais pouco qualificados caiu de 76,9% em 1992 para 32,2% em 2024. No entanto, com 29,1% em 2025, Portugal ainda detém a maior percentagem da UE nesta categoria

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A análise da Randstad Research refere também que no quarto trimestre de 2025, o peso de cidadãos estrangeiros na população activa em Portugal fixou-se em 7,9%, valor que permanece abaixo da UE (10,5%) e distante de países como o Luxemburgo ou inclusive a Espanha. Este aumento nos últimos dois anos anos reflecte a nova dinâmica de atracção de talento e a importância crescente da imigração para a sustentabilidade do mercado de trabalho português.

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