Protesto de 400 camiões contra o preço dos combustíveis vai afectar o trânsito em três autoestradas amanhã. Saiba aqui quais

Empresários do sector das terraplanagens organizam amanhã, dia 25 de Setembro uma marcha lenta reclamando “respostas concretas” face ao aumento dos combustíveis que prevê juntar mais de 400 camiões num percurso entre Paredes e Coimbra, através da A42, A41 e A1.

Human Resources com Lusa
24 de Setembro 2026 | 18:40
Protesto de 400 camiões contra o preço dos combustíveis vai afectar o trânsito em três autoestradas amanhã. Saiba aqui quais

«Temos, neste momento, a participação de mais de 100 empresas e de 400 carros pesados», avançou à agência Lusa Miguel Machado Mendes, advogado representante dos promotores da iniciativa.

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Segundo explicou, a marcha lenta «resulta de um movimento espontâneo de uma série de empresas do ramo das terraplanagens, movimentação de terras, extracção de inertes e transportes», um subsector da construção civil “muito exposto e vulnerável ao aumento do custo das energias”, nomeadamente do gasóleo.

Salientando que “o gasóleo é um custo de produção que significa quase 70% do preço final” que estas empresas apresentam aos clientes, Miguel Machado Mendes explicou que “a subida histórica do preço dos combustíveis está a colocá-las diante de um cenário insustentável”.

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“Desde 27 de fevereiro deste ano, o preço do gasóleo em Portugal passou de 1,59 euros para 2,22 euros por litro, um aumento de 63 cêntimos por litro”, concretizam numa nota de imprensa os promotores da iniciativa, afirmando-se “discriminados pelas recentes medidas de incentivo do Governo”, que não se aplicam ao seu sector de actividade, e reclamando “descontos profissionais idênticos aos do setor dos transportes de passageiros e de mercadorias”.

Os empresários do sector das terraplanagens enfatizam que «a situação é particularmente grave porque muitas destas empresas estão a executar contratos, com preços e serviços acordados antes desta escalada dos custos», e alertam que «é com a escavação, terraplanagem e extracção que começam todas as obras de construção civil, sinal da importância estratégica desta actividade».

Lembrando que “têm vindo a absorver sucessivos aumentos de custos, novas exigências e alterações às condições de trabalho”, as empresas do sector afirmam que “essa capacidade tem limites” e alertam: “Se não conseguirem continuar a trabalhar em condições economicamente sustentáveis, muitas obras do país serão inevitavelmente afectadas”, garantem.

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A marcha lenta de sexta-feira pretende assim ser um “protesto contra o aumento do gasóleo e o tratamento discriminatório por parte do Governo”, tendo início pelas 7h30, junto à entrada de Lordelo da A42, de onde seguirá rumo à A41, no sentido norte sul, e depois pela A1, no mesmo sentido, até Coimbra Sul, onde terminará.

Também em protesto contra o impacto do aumento dos combustíveis, cerca de 30 empresas de transportes de mercadorias reúnem-se no sábado, no Carregado, concelho de Alenquer, distrito de Lisboa, para discutirem medidas de luta.

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«Até agora ainda ninguém nos deu apoio nenhum, ainda não recebemos nada para contrariar esta situação», disse à Lusa Diogo Mata, da Transportes Mata & Filhos e um dos organizadores da reunião.

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Segundo avançou, no encontro estarão transportadores “de todo o país, mas maioritariamente da zona de Lisboa”, com o objectivo de “discutir medidas de luta” face à impacto da escalada do preço do gasóleo, que representa cerca de metade dos respetivos custos.

Embora o Governo tenha aprovado na semana passada em Conselho de Ministros um conjunto de iniciativas para mitigar o impacto da subida dos preços dos combustíveis, designadamente um apoio extraordinário de 118 a 458 euros por veículo para o transporte de mercadorias e os veículos de pronto-socorro, num total de 30 milhões de euros, e de 420 euros por autocarro para os operadores privados de transporte de passageiros, num envelope total de cinco milhões de euros, os organizadores da reunião de sábado dizem que “não é suficente” e que “as empresas pequenas nunca recebem nada”.

“É só para os grandes”, rematam.

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