Qual o futuro das soft skills?

Margarida Lopes
10 de Março 2020 | 19:05

Os modelos de negócio tradicionais estão a ser sistematicamente ultrapassados por empresas, em muitos casos, com menos de 10 ou 15 anos de existência; e onde a Inteligência Artificial e as alterações tecnológicas profundas obrigam a que todos nós tenhamos de estar constantemente a aprender para conseguirmos acompanhar o ritmo por vezes avassalador da mudança.

 

O relatório «Future of Jobs» do World Economic Forum prevê o desaparecimento de 5 milhões de postos de trabalho e a sua substituição por mecanismos de inteligência artificial e robôs. O mesmo estudo antecipa a criação de 2,1 milhões de novos empregos que irão exigir competências não só técnicas (nas áreas de TI, matemática, arquitetura de rede e engenharia) como transversais, que incluem vasta cultura geral, competências sociais (trabalho em equipa, inteligência social, etc.) e competências situacionais (autonomia, capacidade de (re)aprender a aprender, etc.).

De forma a impulsionar a empregabilidade dos indivíduos e incrementar a performance colectiva das organizações, nesta era de transformação exponencial, o Grupo Cegos, representado em Portugal pela CEGOC apresentou o handbook “Future of Soft Skills”.

Para fazer face às mudanças que ocorrem hoje no mercado do trabalho, é crucial que as organizações acelerem o ritmo de desenvolvimento das competências das suas equipas.

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Os avanços tecnológicos a que assistimos desafiam as actuais competências dos colaboradores, exigindo-lhes um novo conjunto de competências técnicas e comportamentais, bem como competências inerentes ao ramo de negócio onde operam.

De acordo com o “Future of Soft Skills” é crucial definir e desenhar uma nova abordagem à formação profissional necessária para que pessoas e tecnologia digital trabalhem em conjunto de forma ágil, inteligente e eficaz. Uma abordagem personalizada, flexível, inovadora e mobilizadora que tenha como premissas fundamentais:

  • À medida que as tecnologias evoluem, os aspectos “mais humanos” do trabalho e as competências que lhe estão associadas serão cada vez mais importantes e valorizados (cooperação, criatividade, liderança, trabalho de equipa, empreendedorismo…);
  • A interacção humana é, e vai continuar a ser, crucial para uma aprendizagem sólida (sessões em sala, coaching, aprendizagem entre pares, o apoio na transferência da aprendizagem para o contexto real de trabalho, orientação das chefias directas…);
  • Num mundo onde será cada vez mais necessário aprender, reaprender a aprender, a missão da CEGOC, enquanto entidade formadora, passa por incrementar a aquisição e a transferência das competências para contexto real de trabalho através de percursos de aprendizagem eficazes, envolventes (que integrem também os recursos digitais mais inovadores) e com um impacto mensurável e duradouro”.
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