Qual a importância da reputação para os líderes?

Margarida Lopes
20 de Novembro 2019 | 09:53
Qual a importância da reputação para os líderes?

Os líderes nacionais subestimam a existência de crises reputacionais. Esta é uma das conclusões do barómetro “O Presente e o Futuro da Reputação Corporativa em Portugal”.

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O estudo revela que metade dos inquiridos acha que é pouco provável as suas organizações serem afectadas por crises com impacto material, nos próximos três anos. Avança também que a generalidade dos líderes portugueses (85%) reconhece a importância da reputação corporativa no sucesso das organizações, apesar da gestão deste activo estar ainda a dar os primeiros passos. E verifica-se alguma dificuldade em distinguir “Marca” de “Reputação”, com 61% dos inquiridos a afirmar que as duas áreas são geridas em simultâneo.

Por outro lado, apesar de ser comum encontrar nas organizações iniciativas de construção, melhoria ou protecção da reputação (76,3% dos inquiridos afirmam que a reputação corporativa é gerida de forma proativa), uma parte significativa das organizações consultadas não avalia a reputação corporativa. Excepção feita ao trabalho desenvolvido nas redes sociais, em que isso já acontece por força da sua natureza digital.

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Quando questionados sobre as iniciativas que preveem desenvolver nos próximos anos em prol da reputação corporativa, 9,5% dos inquiridos indicaram o propósito social; 9%, a identificação de oportunidades nas redes sociais; e 8,7%, a introdução de métricas para monitorizar os progressos da reputação, como as suas três prioridades.

O barómetro “O Presente e o Futuro da Reputação Corporativa em Portugal” reúne a opinião de quadros superiores de organizações a operar em território nacional. É uma iniciativa do Rep.Circle, a plataforma criada pela Lift Consulting para promover a reputação corporativa, que reúne dezenas de líderes empresariais e gestores nacionais.

Foi desenvolvido a partir de um inquérito online, realizado entre os meses de Maio e Agosto, que contou com o contributo de 156 líderes portugueses, representantes de organizações públicas, privadas, sem fins lucrativos e sectoriais.

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