Qual é a chave para captar mais investimento, segundo os empresários?

Titiana Barroso
13 de Agosto 2018 | 09:49
Qual é a chave para captar mais investimento, segundo os empresários?

62% das empresas nacionais consideram o sistema fiscal português como “complexo e ineficaz” e que a política fiscal adoptada não favorece o desenvolvimento e competitividade das empresas nacionais, de acordo com um estudo pela Deloitte. 

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Esta é uma das conclusões apuradas pelo Observatório da Competitividade Fiscal 2018, que avalia a percepção das maiores empresas nacionais quanto à competitividade fiscal da economia. Por estes resultados, a maioria dos inquiridos acredita que a “consolidação orçamental” é o objectivo para o qual o Orçamento de Estado para 2018 (OE2018) mais irá contribuir.

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De acordo com Carlos Loureiro, tax managing partner da Deloitte. «Este sentimento mais positivo pode ser reflexo de uma maior confiança dos empresários nacionais nas políticas criadas e implementadas pelo Governo para a promoção da economia, da competitividade do país e sobretudo de uma maior estabilidade fiscal».

Segundo o Observatório, a percentagem de inquiridos que considera o sistema fiscal português “Complexo e ineficaz” desce ligeiramente, de 63% para 62%. No entanto, a percentagem que avalia o sistema como “Complexo, mas eficaz” sofre também uma diminuição, de 33% para 27%. Em termos conjugados, 71% dos inquiridos consideram o sistema fiscal ineficaz e 89% complexo.

76% dos respondentes tende a discordar da afirmação de que a política contemplada no OE2018 representa um motor de desenvolvimento e favorece a competitividade das empresas nacionais.

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Este ano, a percentagem de empresas que aponta a “Instabilidade do sistema fiscal” como um obstáculo ao investimento no País situa-se nos 37%. Contudo, é a “Carga fiscal sobre as empresas” e os “Custos de contexto/ burocracia em geral” que mais prejudicam o investimento, na opinião dos empresários, com 44% e 43%, respectivamente.

Apesar do “Funcionamento dos tribunais” ser apontado como principal custo de contexto em Portugal, esta variável diminuiu para os 55%. Em segundo lugar surge a “Burocracia em geral”, que fixa nos 44%, e os “Licenciamentos e autorizações camarárias”, com 38% das respostas. Estas são também as três áreas onde a redução dos custos de contexto seria mais relevante.

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A “Eliminação da sobretaxa de IRS” e o “Aumento do número de escalões do IRS” foram as medidas consideradas mais relevantes para 72% e 60% dos participantes, respectivamente. A primeira medida será também aquela que mais afectará o rendimento líquido dos inquiridos em 2018 (70%).

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Quando questionadas sobre as medidas mais importantes para captar/ manter o investimento em Portugal, 51% das empresas apontam o “Funcionamento eficaz dos tribunais”, 43% a “Simplificação burocrática em geral” e 41% a “Legislação laboral”.

No que diz respeito às maiores vantagens comparativas da economia portuguesa, os inquiridos destacam o “Acesso ao mercado europeu” (65%), a “Qualidade, formação e flexibilidade dos trabalhadores” (64%) e a “Situação geográfica” do país (39%).

Para a fraude e evasão fiscal, defendem “Políticas eficazes de melhoria da forma como contribuintes e a Administração Fiscal se percepcionam e relacionam” (43%), o “Alargamento da dedutibilidade de certos custos, como forma de incentivar a exigência de facturas pelos bens/serviços adquiridos” (41%) e o “Incremento efectivo do cruzamento de dados por parte dos serviços fiscais” (33%).

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67% considera que o sistema fiscal português deveria “Promover uma maior estabilidade da lei fiscal” a fim de se tornar mais competitivo, 59% dos inquiridos consideram que deve “Ser menos complexo” e 38% defendem “O funcionamento mais célere dos tribunais tributários”.

Os “Serviços fiscais online” continuam a ser a área fiscal com a avaliação mais positiva, enquanto que a “Carga burocrática na área fiscal” mantém a avaliação mais negativa, por parte dos inquiridos.

Aceda aqui ao Observatório da Competitividade Fiscal 2018.

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