Qualificações e atractividade são duas preocupações que é preciso resolver no Turismo, diz Luís Araújo

Human Resources
20 de Abril 2022 | 16:35

O presidente do Turismo de Portugal, Luís Araújo, sublinhou durante a intervenção na conferência “Que profissionais teremos amanhã?” organizado pela AHRESP, a importância de resolver as preocupações do sector do turismo desde a sua raiz, não bastando para isso resolver problemas de forma pontual.

 

Para Luís Araújo, o sector do turismo em Portugal tem três preocupações – demográfica, qualificação e de atractividade. «Sem resolver estas três preocupações, não conseguimos resolver os problemas do turismo, não basta apenas aumentar salários».

Para intervir nos problemas de demografia, o Turismo de Portugal tem apostado no desenvolvimento de políticas de migração, em estratégias de adaptação de emigrantes, na atração de novos nómadas digitais e ainda a aposta na transição digital e conhecimento.

No que respeita à qualificação, Luís Araújo sublinha que deve haver uma aposta na progressão na carreira, numa formação continua, próxima e universal.

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Para gerar atractividade deve apostar-se na valorização salarial, na criação de condições laborais com um balanceamento entre a vida e o trabalho, a oferta de benefícios aos colaboradores e ainda a aposta na igualde de género.

Luís Araújo explicou ainda o panorama do sector do turismo na Europa, onde destaca factores como o facto de ser um sector maioritariamente feminino, com 29% dos colaboradores a estar menos de dois anos no sector, e com 18% dos profissionais com contratos temporários.

O presidente do Turismo de Portugal sublinhou algumas conclusões, referindo que, na Europa, os trabalhos neste sector são menos estáveis, as pessoas mudam com mais frequência, a sazonalidade só se reflecte parcialmente no sector, a actividade turística tem impacto noutras actividades, e o custo do trabalho para o empregador é inferior quando comparado com outras actividades.

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«O que está a ser feito a nível na Europa?», questionou Luís Araújo. «Estamos todos no mesmo barco, os problemas são comuns e existem as mesmas preocupações dentro de todos os países europeus», acrescentando que a componente «pessoas» fala-se hoje mais do que nunca.

 

Fonte: Executive Digest

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