Quando representa, em dinheiro, a retenção de talento? Estudo dá a resposta

Os dados são do estudo conjunto da International Workplace Group (IWG) com a Arup.

Margarida Lopes
2 de Outubro 2026 | 12:20
Quando representa, em dinheiro, a retenção de talento? Estudo dá a resposta

Na investigação realizada para os Estados Unidos e o Reino Unido, uma maior retenção de talento surge como o principal factor individual de ganhos de produtividade, podendo representar cerca de 204,7 mil milhões de dólares nos Estados Unidos e 10,8 mil milhões de libras no Reino Unido, ao longo de cinco anos.

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No mercado de trabalho português, a retenção está também fortemente relacionada com factores como a flexibilidade e a autonomia. Segundo o Workmonitor 2026 da Randstad, o equilíbrio entre vida pessoal e profissional é o principal motivo para 51% dos profissionais em Portugal permanecerem no actual emprego, face a 23% que apontam a remuneração e os benefícios. Metade dos profissionais portugueses inquiridos já abandonou um emprego por falta de autonomia, enquanto oito em cada dez empregadores consideram que dar maior autonomia aos colaboradores contribui para aumentar o compromisso e a produtividade.

A redução da rotatividade de colaboradores pode também ajudar as empresas a evitar perdas significativas. A análise estima perdas anuais de Valor Acrescentado Bruto (VAB) que podem atingir 40,9 mil milhões de dólares nos Estados Unidos e 2,2 mil milhões de libras no Reino Unido, uma vez que, quando um profissional deixa uma organização, esta perde não apenas a pessoa, mas também experiência, conhecimento, continuidade e capacidade produtiva.

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Reter profissionais experientes permite ainda preservar conhecimento dentro das organizações. O novo estudo da IWG) com a Arup atribui 65,5 mil milhões de dólares em ganhos de produtividade nos Estados Unidos e 5,7 mil milhões de libras no Reino Unido à redução das perturbações associadas à perda de conhecimento, reforçando o valor operacional de manter competências e experiência nas empresas.

Uma maior capacidade de atracção de talento representa igualmente um contributo relevante, podendo gerar mais 98,3 mil milhões de dólares nos Estados Unidos e 6,5 mil milhões de libras no Reino Unido ao longo de cinco anos. Já os ganhos associados a processos de recrutamento e integração mais eficientes são estimados em aproximadamente 9,4 mil milhões de dólares e 600 milhões de libras, respectivamente.

Em conjunto, estes resultados mostram que a flexibilidade no trabalho não representa apenas um benefício para os colaboradores, podendo assumir-se também como uma ferramenta estratégica para promover o crescimento, a resiliência e a produtividade das organizações.

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A Inteligência Artificial poderá ampliar ainda mais estes benefícios. Quatro em cada cinco CEO (80%) consideram que a IA aumenta a produtividade quando combinada com modelos de trabalho híbridos, enquanto cerca de 60% dos profissionais norte-americanos e 68% dos britânicos afirmam que a tecnologia já está a melhorar a sua experiência de trabalho híbrido.

Em Portugal, a Inteligência Artificial assume também uma importância crescente na produtividade. Segundo o Workmonitor 2026 da Randstad, 60% dos profissionais e 70% dos empregadores inquiridos consideram que a IA está a contribuir para melhorar o desempenho. A sua adoção deverá continuar a aumentar, com 89% dos empregadores portugueses a planearem reforçar a utilização desta tecnologia nos 12 meses seguintes.

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