Quanto estão os portugueses a conseguir poupar todos os meses? Veja aqui se está acima ou abaixo a média

Margarida Lopes
25 de Outubro 2025 | 16:00

Um estudo da Klarna sobre os hábitos de poupança dos portugueses, revela que 36,6% dos inquiridos afirma conseguir poupar todos os meses, enquanto apenas 7,3% admite nunca conseguir poupar. A diferença entre géneros também é um ponto a assinalar: 42,2% dos homens poupa todos os meses, comparando com 31,6% das mulheres, que se destacam também por poupar menos frequentemente — 26,2% admite fazê-lo apenas raramente, face a 18,8% dos homens.

 

A maioria dos portugueses inquiridos poupa entre 101€ e 250€ por mês (31,1%), enquanto apenas 4,1% consegue poupar acima dos 1000€ mensais. As mulheres continuam a destacar-se nos intervalos de poupança mais reduzidos — 10,7% poupam até 50€ e 19,6% entre 51€ e 100€ —, enquanto os homens dominam os escalões acima dos 100€, o que poderá ser um reflexo, por exemplo, da diferença de rendimentos entre os dois géneros.

A principal motivação para poupar continua a ser a criação de um fundo de emergência (44,9%), seguida da maior segurança durante a reforma (18,4%) e da aquisição de habitação ou investimento em imóveis (15,5%).

As diferenças geracionais são marcantes, enquanto 29% dos jovens entre os 18 e os 24 anos poupa sobretudo para viagens e lazer, 29% dos inquiridos entre os 55 e os 65 anos poupa com vista a uma reforma mais segura. As mulheres tendem a privilegiar objectivos imediatos ou familiares como educação ou segurança financeira, enquanto os homens demonstram maior foco em investimento e planeamento a longo prazo.

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O inquérito mostra também uma convivência entre o tradicional e o digital. Apesar de 43,1% dos portugueses afirmarem poupar através de contas-poupança ou depósitos a prazo, ainda 16% dizem guardar dinheiro em casa ou em cofres, prática especialmente popular entre os mais jovens (24% dos 18-24 anos). Em contrapartida, 17,4% dos inquiridos opta por investir em fundos, ações ou obrigações, sendo esta opção quase três vezes mais comum entre os homens (25,8%) do que entre as mulheres (9,6%).

No que toca à inovação financeira, 42% dos inquiridos consideram os neobancos uma alternativa útil à poupança tradicional, um sinal claro de que a digitalização está a transformar os hábitos financeiros dos portugueses. Ainda assim, 31% dos inquiridos entre os 55 e 65 anos afirmam nunca ter utilizado este tipo de serviços, revelando a existência de uma brecha geracional digital.

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