O inquérito reúne as perspectivas de mais de 5500 colaboradores e quase 500 directores de Recursos Humanos (DRH), identificando pontos em comum, diferenças de percepção e as dinâmicas em causa à escala internacional.
O estudo mostra que 31% dos colaboradores inquiridos receiam que o seu emprego desapareça (26% em Portugal) e 74% esperam mudanças na natureza do seu trabalho (73% em Portugal).
Já 75% dos DRH em Portugal preveem uma transformação profunda das funções profissionais (o valor mais alto, 35 pontos percentuais acima da média global) e 68% dos DRH inquiridos (60% em Portugal) classificam a IA e a automatização como as principais transformações que irão afectar as competências nas suas organizações nos próximos dois anos, muito à frente de novas formas de trabalhar, da demografia e da transição ecológica.
De acordo com os DRH, 23% dos empregos actuais correm o risco de ter as suas competências completamente desactualizadas nos próximos três anos e 65% dos DRH dão prioridade à requalificação em detrimento do recrutamento (70% em Portugal) e 57% estão a promover a mobilidade interna para outras funções (50% em Portugal).
Até 2035, os colaboradores e os DRH, na globalidade, antecipam um mundo do trabalho que será, acima de tudo, mais centrado na tecnologia (dados, algoritmos, IA…), mais móvel e mais ágil (trabalho remoto, horários flexíveis…). Ainda assim, ao contrário da média global, os DRH em Portugal dão maior prevalência ao carácter mais móvel/ágil do que à tecnologia.
Os colaboradores estão confiantes na sua capacidade de se adaptarem a este ambiente (pontuação média de 7/10, quer no global quer em Portugal) e os colaboradores e os DRH acreditam que a principal prioridade será desenvolver competências humanas distintivas face à IA (23% dos colaboradores / 21% dos DRH), seguida de garantir a empregabilidade dos colaboradores face a estas transformações. Portugal é o país do estudo em que essa convicção na importância das competências humanas é mais forte (32%).
·No extremo oposto das prioridades identificadas no conjunto dos 11 países/regiões está a transição ecológica (apenas para 9% dos colaboradores / 8% dos RH). Os DRH em Portugal, no entanto, constituem a excepção a esta lógica: 15%, valor em linha com as demais respostas.
O estudo revela que 91% dos DRH afirmam que o desenvolvimento de competências é estratégico para a sua organização (95% em Portugal) e 78% dos colaboradores partilham esta convicção (68% em Portugal, o valor mais baixo).
Um em cada quatro colaboradores já sente que as suas competências estão a tornar-se desactualizadas ou espera que isso aconteça: 10% já; 16% em breve (em Portugal, 7% e 14%, respectivamente) e 77% dos DRH acreditam que a sua organização é suficientemente ágil para satisfazer as necessidades de formação expressas (75% em Portugal)
Metade dos colaboradores em Portugal considera que a formação chega demasiado tarde para satisfazer as suas necessidades, a cifra mais alta entre os países/regiões (cuja média total é 41%).
O estudo foi realizado em Dezembro de 2025 e Janeiro de 2026 em 11 países da Europa, Ásia e América Latina, o inquérito reúne as perspectivas de mais de 5500 colaboradores e quase 500 DRH, identificando pontos em comum, diferenças de perceção e as dinâmicas em causa à escala internacional.
O inquérito foi realizado junto de 5524 colaboradores (incluindo 508 em Portugal) e 498 DRH (incluindo 45 em Portugal), em empresas privadas ou organizações públicas com mais de 50 colaboradores.
Este é um ano especial para o Grupo Cegos, pois celebra o seu 100.º aniversário. Um século de empenho e inovação dedicado ao desenvolvimento de competências, à transformação organizacional e ao mundo profissional, na Europa (designadamente em Portugal, com a Cegoc) e em todo o mundo.
















