No que diz respeito ao emprego, 39% dos inquiridos da análise realizada pela McKinsey, preveem reduções de pessoal durante o próximo ano devido ao impacto da IA, enquanto 43% acreditam que irão manter a sua equipa inalterada.
As previsões de ajustamentos centram-se principalmente nas áreas de operações e cadeia de abastecimento. No entanto, os números reais sugerem cautela. Embora no ano passado 32% antecipassem reduções de pessoal, apenas 14% chegaram a concretizá-las e 66% mantiveram os seus quadros estáveis. Na mesma linha, apenas 13% dos profissionais inquiridos manifestam preocupação com o impacto da IA no seu futuro profissional.
De acordo com a análise realizada pela McKinsey, as empresas estão a avançar na integração de ferramentas de codificação de software baseadas em agentes de IA e a começar a assumir os custos associados a esta tecnologia, ao mesmo tempo que procuram capitalizar melhor o valor que os seus colaboradores obtêm da utilização individual destas ferramentas.
Actualmente, a IA está cada vez mais integrada nas organizações, com 89% a adoptá-la em pelo menos uma função de negócio e 44% a implementá-la em grande escala em toda a empresa, ultrapassando os 38% registados em 2025. Na mesma linha, a presença da IA consolida-se em cada vez mais departamentos, sendo que a percentagem de empresas que a utilizam em três ou mais áreas corporativas cresceu de 51% para 56%. Este impulso é especialmente evidente nas empresas com receitas superiores a mil milhões de dólares, onde a implementação em grande escala atinge os 54% e a utilização de agentes autónomos de IA ascende a 40% (em comparação com os 27% registados em 2025). Por outro lado, no caso das empresas mais pequenas, a adoção destes agentes mantém-se estagnada nos 22%.
O estudo mostra também que as organizações consideradas de alto desempenho, que retiram maior valor da inteligência artificial e que representam cerca de 6% das empresas analisadas – destacam-se pela capacidade de repensar a forma como trabalham. Destas, 74% transformaram integralmente os seus processos, face a apenas 25% das restantes organizações.
A par da eficiência, o estudo mostra que as empresas líderes em IA dão prioridade ao crescimento das suas receitas e à inovação, além de triplicarem a probabilidade de transformar profundamente o seu modelo de negócio num horizonte de três anos. Além disso, têm um desempenho duas vezes superior às restantes empresas na aplicação de melhores práticas; contam com o apoio direto da direção, integram a IA na avaliação de desempenho, medem com precisão o retorno do investimento e protegem os seus sistemas contra ciberameaças ou ações não autorizadas dos modelos.
















