Os dados mostram que a inteligência artificial passou a fazer parte integrante dos processos de recrutamento. Em Portugal, 63% dos candidatos recorrem a ferramentas de IA para melhorar a linguagem, personalizar currículos e sintetizar competências, enquanto 30% das empresas utilizam estas tecnologias para optimizar descrições de funções, estruturar entrevistas e agilizar a comunicação com candidatos. No contexto profissional mais alargado, a utilização de IA generativa aumentou de forma significativa, passando de 24%, em 2024, para 67% dos profissionais este ano.
Apesar desta generalização, o estudo identifica novas exigências para as organizações. 35% dos empregadores admitem não conseguir distinguir se uma candidatura foi elaborada ou otimizada com recurso a IA, o que reduz a fiabilidade da avaliação baseada exclusivamente em CVs.
Neste cenário, ganham relevância abordagens complementares, que promovem processos de recrutamento mais transparentes, rigorosos e equitativos como: exercícios práticos, simulações e avaliação de situações reais, que permitem compreender como os profissionais pensam, comunicam e tomam decisões em contexto de trabalho, dimensões que a IA ainda não consegue replicar com autenticidade, abordagens.














