Portugal é o país da União Europeia com maior proporção de empregadores sem escolaridade ou só com o ensino básico

Human Resources com Lusa
4 de Novembro 2025 | 12:50
Portugal é o país da União Europeia com maior proporção de empregadores sem escolaridade ou só com o ensino básico

Apenas 28% dos empregadores em Portugal concluíram o ensino superior, enquanto 35% dos trabalhadores por conta de outrem têm este nível de escolaridade. Os dados são da Fundação Francisco Manuel dos Santos.

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Portugal era mesmo o estado-membro com a maior proporção de empregadores sem escolaridade ou com o ensino básico no total dos empregadores, entre os 23 países da União Europeia com dados disponíveis para 2024. 

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Os dados mostram que em Portugal, 5,1 milhões de pessoas têm emprego. Isso significa que 78,5% das pessoas entre os 20 e os 64 anos está a trabalhar. É a taxa de emprego mais elevada dos últimos 15 anos, tendo aumentado 11 pontos percentuais (p.p.) desde 2009.

Além disso, os trabalhadores são hoje mais qualificados do que os empregadores e um em cada quatro integra já o grupo profissional dos especialistas em actividades intelectuais e científicas.

O país é o 12º estado-membro (UE a 27) com maior proporção de pessoas activas no mercado de trabalho. Na liderança da tabela, estão os Países Baixos, onde a taxa de emprego é de 83,5%, tendo contudo uma muito maior percentagem de emprego a tempo parcial (43% face a 8% em Portugal). Os países com menor taxa de emprego são a Roménia (69,5%), Grécia (69,3%) e Itália (67,1%).

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São já 34% os trabalhadores no país com pelo menos o ensino superior, ultrapassando assim os 32% que completaram o ensino secundário. Em 10 anos, mais 700 mil trabalhadores com o ensino superior chegaram ao mercado de emprego, o que representa um crescimento de 61,8% desde 2014 (e o peso relativo do ensino superior no total dos níveis de ensino dos trabalhadores nesse ano era de 25%).

Essa realidade reflecte-se também no contributo do grupo profissional dos especialistas das actividades intelectuais e científicas para o emprego total. São, actualmente, um em cada quatro trabalhadores, mais 422 mil que há 10 anos.

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