Quase 40% dos trabalhadores portugueses com menos de 30 anos têm contratos temporários

Os dados são de um estudo da Pordata, que mostra um mercado de trabalho marcado por vínculos instáveis, salários abaixo da média europeia e uma das cargas horárias semanais mais elevadas da UE.

Human Resources
18 de Maio 2026 | 10:43

O estudo mostra que euase 40% dos trabalhadores portugueses com menos de 30 anos têm contratos temporários, colocando o país como o quarto com maior precariedade jovem na União Europeia.

Portugal é um dos países com mais contratos temporários entre os jovens e com níveis salariais abaixo da média europeia, mas também com uma das mais elevadas taxas de emprego entre os jovens dos 25 aos 29 anos, segundo a Pordata.

No conjunto da União Europeia, o trabalho temporário abrange cerca de um terço dos 36 milhões de jovens trabalhadores. Em Portugal, essa proporção atinge quase quatro em cada dez jovens trabalhadores (39%), evidenciando uma inserção no mercado de trabalho marcada por instabilidade contratual, apenas atrás do que acontece nos Países Baixos (51,1%), em França (39,2%) e na Polónia (39,1%).

Segundi o estudo, apesar deste nível elevado de precariedade, Portugal apresenta até uma das mais altas taxas de emprego jovem na União Europeia. Em 2025, 82,8% dos indivíduos entre os 25 e os 29 anos estavam empregados, acima da média europeia de 76,9%, o que coloca o país na sétima posição entre os 27 Estados-membros. Ou seja, a integração dos jovens no mercado de trabalho é relativamente elevada, mas acontece à custa de uma alta percentagem de vínculos precários.

No conjunto do mercado de trabalho, Portugal também apresenta níveis de precariedade superiores à média europeia. Em 2025, 15,1% dos trabalhadores por conta de outrem tinham contratos temporários, acima dos 13% registados na União Europeia. Este valor coloca Portugal entre os cinco países com maior incidência deste tipo de vínculo, a par de Espanha, França, Polónia e Países Baixos.

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A precariedade é particularmente elevada entre trabalhadores estrangeiros. Em Portugal, 34% dos estrangeiros empregados têm contratos temporários, quase o triplo dos 14% registados entre trabalhadores nacionais. Na União Europeia, a diferença é menor: 19,2% dos estrangeiros têm vínculos temporários, face a 12% dos nacionais.

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