O estudo mostra que euase 40% dos trabalhadores portugueses com menos de 30 anos têm contratos temporários, colocando o país como o quarto com maior precariedade jovem na União Europeia.
Portugal é um dos países com mais contratos temporários entre os jovens e com níveis salariais abaixo da média europeia, mas também com uma das mais elevadas taxas de emprego entre os jovens dos 25 aos 29 anos, segundo a Pordata.
No conjunto da União Europeia, o trabalho temporário abrange cerca de um terço dos 36 milhões de jovens trabalhadores. Em Portugal, essa proporção atinge quase quatro em cada dez jovens trabalhadores (39%), evidenciando uma inserção no mercado de trabalho marcada por instabilidade contratual, apenas atrás do que acontece nos Países Baixos (51,1%), em França (39,2%) e na Polónia (39,1%).
Segundi o estudo, apesar deste nível elevado de precariedade, Portugal apresenta até uma das mais altas taxas de emprego jovem na União Europeia. Em 2025, 82,8% dos indivíduos entre os 25 e os 29 anos estavam empregados, acima da média europeia de 76,9%, o que coloca o país na sétima posição entre os 27 Estados-membros. Ou seja, a integração dos jovens no mercado de trabalho é relativamente elevada, mas acontece à custa de uma alta percentagem de vínculos precários.
No conjunto do mercado de trabalho, Portugal também apresenta níveis de precariedade superiores à média europeia. Em 2025, 15,1% dos trabalhadores por conta de outrem tinham contratos temporários, acima dos 13% registados na União Europeia. Este valor coloca Portugal entre os cinco países com maior incidência deste tipo de vínculo, a par de Espanha, França, Polónia e Países Baixos.
A precariedade é particularmente elevada entre trabalhadores estrangeiros. Em Portugal, 34% dos estrangeiros empregados têm contratos temporários, quase o triplo dos 14% registados entre trabalhadores nacionais. Na União Europeia, a diferença é menor: 19,2% dos estrangeiros têm vínculos temporários, face a 12% dos nacionais.














