Quase 60% das ofertas disponíveis no IEFP pagam o salário mínimo

Human Resources
11 de Março 2022 | 10:30
Quase 60% das ofertas disponíveis no IEFP pagam o salário mínimo

Cerca de 59% das ofertas publicadas pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) pagam o salário mínimo nacional (705 euros brutos mensais), e a esmagadora maioria (74%) está direccionada para perfis com baixas qualificações académicas, ao nível do nono ano de escolaridade ou mesmo abaixo disso, revela o Expresso, que monitorizou durante duas semanas as vagas inseridas no portal do IEFP.

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A publicação analisou, entre 21 de Fevereiro e 7 de Março, de forma alea­tória, 500 ofertas de emprego disponibilizadas na plataforma online do IEFP, período durante o qual o total de ofertas oscilou entre 5600 e 5800.

Da amostra de 500 ofertas analisadas, 74% (370) estão direccionadas para profissionais com qualificação até ao 9º ano de escolaridade e só 9,2% (46 vagas) requerem licenciatura. Os dados recolhidos revelam ainda que os salários acima dos mil euros brutos mensais representam uma pequena minoria (8,4%) nas ofertas do IEFP, muito embora 78,2% das vagas exijam dos candidatos experiência prévia.

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De acordo com a publicação, a maioria das ofertas 59% (292) paga o salário mínimo nacional, 705 euros brutos mensais, e 33,2% (166) ligeiramente acima disso e até €999. Mas, contas feitas, a média salarial apurada entre as ofertas neste escalão remuneratório é de 802 euros brutos mensais.

Considerando apenas as 46 vagas disponíveis para profissionais com qualificação superior, o cenário muda ligeiramente. 50% das ofertas pagam entre 1000 a 1500 euros brutos, sendo a média 1102,20 euros. Contudo, 43,5% (20 das 46) propõem aos candidatos um salário entre os 705,1 e os 999 euros, sendo que em 13,1% destas ofertas o vencimento oferecido fica abaixo dos 800 euros euros mensais.

Neste grupo estão vagas para engenheiros de várias especialidades, terapeutas, enfermeiros, gestores, especialistas em marketing e até contabilidade e finanças. Os dados recolhidos apontam também para uma prevalência dos contratos a termo certo, que representam cerca de 60% das ofertas analisadas.

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