Quase 70% dos portugueses acreditam que a IA levará à redução dos postos de trabalho

Margarida Lopes
27 de Novembro 2023 | 12:20
Quase 70% dos portugueses acreditam que a IA levará à redução dos postos de trabalho

Os resultados do Observador Inteligência Artificial 2023, um estudo conduzido pelo Cetelem – marca comercial do BNP Paribas Personal Finance, revela que a maioria dos inquiridos (68%) acreditam que a IA irá provocar uma redução dos postos de trabalho.

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Esta opinião levou a que 80% dos inquiridos referissem que se informaram ou se tencionam informar sobre o impacto da Inteligência Artificial no seu trabalho. Neste grupo, são os homens e os mais jovens (até aos 34 anos) quem mais procuraram encontrar respostas sobre as potenciais alterações que a IA terá na sua função.

Já 75% já procurou ou tenciona procurar formações para saber utilizar as ferramentas de Inteligência Artificial.A importância do conhecimento das novas tecnologias é reconhecida pelos inquiridos, uma vez que se verifica que a larga maioria (75%) tem interesse em formações na área, tendo intenção de procurar – ou já procurado – informações sobre as que estão disponíveis.

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A questão do UpSkilling e do Reskilling não é, de resto, estranha à grande maioria das grandes empresas, que com a necessidade de reter talento têm apostado em processos internos de requalificação dos seus colaboradores. Nesta linha de pensamento, o estudo mostra que 80% dos inquiridos percepciona que serão, precisamente, as empresas privadas as primeiras a adotar novas ferramentas de Inteligência Artificial.

No que diz respeito às áreas de actividade onde a mesma é tida como sendo um recurso útil, os inquiridos apontam as das telecomunicações (67%), a Indústria (63%) e as Atividades Financeiras (55%).

Por fim, parece não haver dúvidas em relação à importância que as ferramentas de IA irão assumir na sociedade, com 74% a defender que estas estarão em todos os domínios em poucos anos.Este estudo foi conduzido através de entrevistas online. Foram realizadas 1000 entrevistas, representativas da população portuguesa (quotas de género, idade e região de acordo com os dados do INE). O erro máximo associado à amostra é de +3.1 p.p. para um intervalo de confiança de 95%.

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