Em Portugal, 72% das empresas que responderam a um estudo da Mercer, empresa do grupo Marsh McLennan, sobre as práticas para apoiar o grupo etário com mais de 55 anos, não oferecem um plano de pensões que tenha em conta as necessidades dos colaboradores desse grupo, nem um plano de saúde que lhes permita manter a cobertura após a reforma.
Analisar as práticas e políticas implementadas por empresas em Portugal para apoiar os colaboradores com mais de 55 anos, que desempenham um papel crucial na continuidade e no sucesso das organizações, foi o principal objectivo do relatório “Survey de Ageing Portugal 2025”. Baseado nos resultados de um inquérito realizado a 60 empresas, das quais 58% são multinacionais, o relatório aborda temas como flexibilidade no trabalho e na reforma, cultura de aprendizagem e inclusão, apoio ao bem-estar, pensões e benefícios.
De acordo com os resultados, 57% das empresas referem que não existem estímulos para a transferência de conhecimento e experiência dos colaboradores com mais de 55 anos para os mais jovens, e 73% indicam que não promovem estratégias de auscultação para compreender as necessidades e expetativas dos colaboradores em relação ao envelhecimento no trabalho.
Os resultados mostram ainda que apesar de 68% das empresas promoverem uma cultura de aprendizagem contínua para colaboradores com mais de 55 anos, apenas 17% oferece apoio à transição para a reforma para estes colaboradores.
O estudo releva ainda que 43% das empresas não promovem a equidade salarial e de pensões para os colaboradores deste grupo etário, nem dispõem de políticas de inclusão que garantam oportunidades.
Actualmente, uma em cada 11 pessoas, a nível global, tem mais de 65 anos e, em 2050, essa proporção será de uma para seis. Estamos a viver, em média, mais 10 anos do que os nossos pais e 20 anos mais do que os nossos avós. A população entre os 56 e os 66 anos representará 40% do consumo mundial, mais do que qualquer outra geração, e, a nível global, 76% dos profissionais afirmam ter presenciado discriminação etária, sendo os profissionais com mais de 50 anos os primeiros a ser incluídos nos planos de redução da força de trabalho.
Em Portugal, 40% da população em idade ativa tem mais de 55 anos, e o país apresenta o terceiro menor índice de renovação da população activa.














