Quase 8 em cada 10 profissionais desta geração leva os pais a entrevistas de emprego (e alguns até negoceiam propostas e benefícios)

Human Resources
6 de Agosto 2025 | 09:40
Quase 8 em cada 10 profissionais desta geração leva os pais a entrevistas de emprego (e alguns até negoceiam propostas e benefícios)

Uma pesquisa recente da Resume Templates a profissionais da Geração Z revela um nível surpreendente de envolvimento dos pais tanto na procura de emprego como na vida profissional quotidiana, revela o Allwork Space.

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Desde a elaboração de currículos às negociações no local de trabalho, muitos jovens profissionais parecem estar a contar com os pais muito para além de dicas de carreira ocasionais.

Os dados mostram que um em cada três membros da Geração Z teve um dos pais a escrever o seu currículo, enquanto mais de metade pediu a um dos pais para o rever. Uma fatia considerável confiou mesmo nos pais para escreverem as suas cartas de apresentação. Mas o apoio não ficou por aqui — quase 90% tiveram ajuda para encontrar empregos para se candidatar, com os pais a pesquisar vagas ou a utilizar as suas redes de contactos.

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Na altura de se candidatar, 63% disseram que foram os seus pais que enviaram as candidaturas e com mais de metade era um dos pais que enviava e-mails ou falava directamente com os recrutadores. Cerca de 41% até fizeram com que os pais atendessem chamadas de triagem dos RH.

Talvez o resultado mais revelador: 77% dos inquiridos da Geração Z referiram ter levado um dos pais a uma entrevista de emprego. Entre eles, muitos pais tiveram um papel activo — participando em entrevistas, respondendo a perguntas, negociando benefícios e até mesmo apresentando-se ao recrutador.

Embora algumas destas entrevistas tenham sido virtuais, a maioria decorreu presencialmente, sugerindo uma abordagem mais prática do que o apoio remoto permitiria.

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Mesmo depois de conseguirem um emprego, muitos trabalhadores da Geração Z continuam a envolver os seus pais em questões profissionais. Quase 60% levaram um dos pais ao local de trabalho e 73% recebem ajuda dos pais para completar tarefas. Cerca de 86% pede aos pais que revejam as suas avaliações de desempenho, e mais de quatro em cada cinco ainda levam o almoço preparado por um dos pais.

A interacção dos pais com os gestores também é surpreendentemente comum. Quase 80% referem que os pais comunicaram com o superior, sendo que 45% afirmam que isso acontece com frequência. Estas conversas abordam frequentemente temas sensíveis, como solicitar folgas, discutir aumentos, resolver conflitos no local de trabalho ou até mesmo negociar promoções.

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Embora procurar aconselhamento junto de pais experientes possa ser valioso, a extensão do seu envolvimento levanta questões sobre a preparação da Geração Z para a independência profissional, já que a linha entre o apoio e o excesso de responsabilidade parece cada vez mais ténue.

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A investigação sugere uma tendência que pode ter implicações a longo prazo na forma como os jovens profissionais são percepcionados no local de trabalho e na sua preparação ou capacidade de “navegarem” sozinhos.

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