Uma pesquisa recente da Resume Templates a profissionais da Geração Z revela um nível surpreendente de envolvimento dos pais tanto na procura de emprego como na vida profissional quotidiana, revela o Allwork Space.
Desde a elaboração de currículos às negociações no local de trabalho, muitos jovens profissionais parecem estar a contar com os pais muito para além de dicas de carreira ocasionais.
Os dados mostram que um em cada três membros da Geração Z teve um dos pais a escrever o seu currículo, enquanto mais de metade pediu a um dos pais para o rever. Uma fatia considerável confiou mesmo nos pais para escreverem as suas cartas de apresentação. Mas o apoio não ficou por aqui — quase 90% tiveram ajuda para encontrar empregos para se candidatar, com os pais a pesquisar vagas ou a utilizar as suas redes de contactos.
Na altura de se candidatar, 63% disseram que foram os seus pais que enviaram as candidaturas e com mais de metade era um dos pais que enviava e-mails ou falava directamente com os recrutadores. Cerca de 41% até fizeram com que os pais atendessem chamadas de triagem dos RH.
Talvez o resultado mais revelador: 77% dos inquiridos da Geração Z referiram ter levado um dos pais a uma entrevista de emprego. Entre eles, muitos pais tiveram um papel activo — participando em entrevistas, respondendo a perguntas, negociando benefícios e até mesmo apresentando-se ao recrutador.
Embora algumas destas entrevistas tenham sido virtuais, a maioria decorreu presencialmente, sugerindo uma abordagem mais prática do que o apoio remoto permitiria.
Mesmo depois de conseguirem um emprego, muitos trabalhadores da Geração Z continuam a envolver os seus pais em questões profissionais. Quase 60% levaram um dos pais ao local de trabalho e 73% recebem ajuda dos pais para completar tarefas. Cerca de 86% pede aos pais que revejam as suas avaliações de desempenho, e mais de quatro em cada cinco ainda levam o almoço preparado por um dos pais.
A interacção dos pais com os gestores também é surpreendentemente comum. Quase 80% referem que os pais comunicaram com o superior, sendo que 45% afirmam que isso acontece com frequência. Estas conversas abordam frequentemente temas sensíveis, como solicitar folgas, discutir aumentos, resolver conflitos no local de trabalho ou até mesmo negociar promoções.
Embora procurar aconselhamento junto de pais experientes possa ser valioso, a extensão do seu envolvimento levanta questões sobre a preparação da Geração Z para a independência profissional, já que a linha entre o apoio e o excesso de responsabilidade parece cada vez mais ténue.
A investigação sugere uma tendência que pode ter implicações a longo prazo na forma como os jovens profissionais são percepcionados no local de trabalho e na sua preparação ou capacidade de “navegarem” sozinhos.














