O estudo “A filantropia em Espanha e Portugal. Conhecimentos, atitudes sociais e comportamentos”, conduzido pela investigadora Beth Breeze do Centre for Philanthropy da Universidade de Kent, em colaboração com o Observatório Social da Fundação ”la Caixa”, mostra que cerca de 65% dos portugueses fizeram pelo menos uma doação filantrópica a uma instituição de caridade no último ano.
A doação anual declarada teve uma mediana de 30 euros por pessoa e uma média de 765 euros. Já as causas que receberam mais apoio financeiro no ano passado foram: serviços sociais (32,7% dos portugueses), saúde (22,3%), ambiente e animais (18%), direitos humanos (13,1%) e religião (6,6%).
O estudo baseia-se num inquérito concebido especificamente para compreender o que pensam os cidadãos de Espanha e Portugal sobre a filantropia e para avaliar o seu comportamento nesta área. Realizado em Abril de 2024, o inquérito recolheu um total de 3222 respostas, das quais 2.009 são oriundas de Espanha e 1.213 são de Portugal.
Entre os actos filantrópicos mais comuns, é de salientar que 92% dos portugueses afirmam ter ajudado alguém que conhecem. Outras acções relevantes incluem a doação de produtos a um banco alimentar ou a outra organização que distribui bens essenciais a pessoas carenciadas (87%), a ajuda a desconhecidos (82%), o apoio a outras pessoas para fazer compras ou passear um animal de estimação no último ano (75%), e 74% deram conselhos especializados ou contactos úteis a alguém e a doação de dinheiro a familiares, amigos ou conhecidos em necessidade (72%).
Para além destas acções, 70% doaram dinheiro a desconhecidos em situação de necessidade. Em menor escala, destacam-se dois actos filantrópicos realizados por menos de metade da população: emprestar um objecto de valor a alguém que o inquirido não conhece bem (37%) e doar sangue ou plasma (34%).
Quando questionados sobre as questões mais urgentes, 76% dos inquiridos destacaram os temas relacionados com a saúde. Seguem-se os direitos humanos (55,4%), a educação (42,2%), os serviços sociais (41,8%), o ambiente e os animais (40,6%) e investigação (35,5%).














