Entre a bolha da internet, a crise financeira de 2008 e uma pandemia global, a Geração X enfrentou uma série de turbulências económicas. O “Gen X Financial Outlook Report” da Zety, empresa de criação de currículos, mostra como a inflação recente está a ter um impacto negativo nos planos financeiros futuros desta geração, noticia o Allwork Space.
O inquérito a 1.003 trabalhadores da Geração X revela uma geração a lutar para se manter à tona. A inflação é o maior factor de perturbação: 64% afirma que a inflação recente e o aumento dos custos impactaram negativamente as suas finanças pessoais, significativamente mais do que a pandemia (46%) ou a crise financeira de 2008/Grande Recessão (23%).
Outra conclusão aponta para o rendimento: 58% afirma que o seu rendimento actual mal cobre as despesas ou não as cobre de forma alguma. Também a reforma está a tornar-se cada vez mais rara: 19% da Gen X não têm expectativa de se reformar completamente, enquanto outros 19% planeia trabalhar muito para além da idade tradicional de reforma (68 anos ou mais).
Anos de instabilidade económica mudaram a forma como a Gen X pensa sobre a reforma. Mais de metade (53%) afirma que as crises económicas passadas enfraqueceram a sua confiança na sua estratégia de reforma, incluindo 20% que perdeu completamente a confiança e fez grandes alterações nos seus planos.
Como resultado, muitos estão a tomar medidas práticas para reforçar as suas perspectivas financeiras a longo prazo:
- 44% está a reduzir gastos
- 35% está a liquidar dívidas
- 34% está a aumentar as suas poupanças ou contribuições
- 25% está a obter rendimentos adicionais através de um segundo emprego ou trabalho paralelo
- 18% está a adiar oficialmente a sua reforma
- 16% está a ajustar a sua estratégia de investimento
Mesmo com estas medidas, quase dois em cada cinco inquiridos esperam trabalhar para além da idade tradicional de reforma ou nunca se reformar, enquanto as preocupações com o planeamento financeiro a longo prazo continuarem a pesar: 15% planeia reformar-se aos 59 anos ou antes; 16% entre os 60 e os 64 anos; 20% dos inquiridos planeiam reformar-se entre os 65 e os 67 anos; 19% planeia reformar-se aos 68 anos ou mais; e 19% não espera reformar-se sequer.
Olhando para o futuro, os inquiridos identificaram as suas maiores preocupações com a reforma:
- 52% receia não ter poupado o suficiente para a reforma
- 24% está preocupado com os custos dos cuidados de saúde
- 14% teme que as suas poupanças acabem antes do fim da vida
- 11% teme uma quebra do mercado antes da reforma
Segurança financeira aquém das expectativas
Para a maioria (61%) dos trabalhadores da Geração X, o futuro financeiro que outrora imaginaram ainda não se concretizou: 35% sente-se menos seguro financeiramente do que esperava nesta fase da vida e 26% sente-se muito menos seguro financeiramente do que esperava nesta fase da vida.
Olhando para trás, o planeamento da reforma continua a ser motivo de arrependimento para muitos inquiridos, já que 43% arrepende-se de não ter começado a poupar para a reforma mais cedo e 21% arrepende-se de não ter poupado consistentemente ao longo da sua carreira.
«A Geração X passou grande parte da sua vida profissional a adaptar-se a um desafio económico após o outro. A reforma já não é um marco fixo, mas algo que precisam de repensar continuamente à medida que as condições económicas mudam. Esta realidade está a remodelar a forma como esta geração encara o trabalho, a poupança e o planeamento financeiro», afirmou Jasmine Escalera, especialista em carreiras da Zety.
Estudo completo disponível aqui.



















