Um estudo da Sesame HR, que contou com as respostas de quase 100 líderes de RH em Portugal, mostra que quase duas em cada três empresas portuguesas têm dificuldade em atrair talento qualificado e alinhado com a cultura. Conheça as restantes conclusões.
Quando questionados sobre quais os seus principais desafios de RH neste momento, 61% dos líderes apontam a atracção de talento qualificado e alinhado com a cultura da empresa. O reforço da cultura, propósito e valores (56%) e a fidelização de talento e melhoria do clima laboral (49%) completam o top três dos principais desafios.
Além destes, e também ainda com valores elevados de cerca de 44% e 34%, respectivamente, seguem-se a adotação e adaptação ao impacto da Inteligência Artificial (IA) nos RH, e a redução da carga operacional e das tarefas administrativas.
O estudo revela que a tecnologia é, cada vez mais, uma ferramenta útil para as equipas de RH. Ainda assim, no que toca à integração de IA nos processos de recrutamento, cerca de 56% dos líderes de RH em Portugal ainda não o faz, mas está a avaliar essa possibilidade. Em contrapartida, cerca de 10% já o faz de forma habitual. Nesta linha, cerca de 81% considera que a IA e a automação aplicada aos RH devem liderar a agenda de eventos de RH nos próximos meses.
Os resultados do questionário mostram ainda que os líderes portugueses perdem bastante tempo com tarefas administrativas. Segundo as respostas, quase 43% dedica entre 40% e 60% do seu tempo a este tipo de tarefas todas as semanas, e mais de 20% dedica mais de 60% do tempo.
Quando questionados sobre os benefícios que, além do salário, já são oferecidos ou que teriam impacto positivo na atração e fidelização de talento, 94% das empresas destacam o seguro de saúde. Segue-se o acesso a formação (73%), o teletrabalho ou modelo de trabalho híbrido (72%) e a flexibilidade de horário (70%).
Além destes, quase 62% mencionam o apoio à saúde mental e cerca de 59% a oferta de dias extra de férias. Apesar desta realidade, no que toca à possibilidade de os colaboradores “comprarem” dias extra de férias, cerca de 42% está a par desta medida, mas não sabe ainda quais os seus impactos no bem-estar das equipas. Em contrapartida, quase 30% acredita que os impactos seriam positivos.














