Quase metade dos profissionais da Geração Z e Millennials estão stressados permanentemente no trabalho

O estudo “Gen Z and Millennial Survey 2026” da Deloitte indica que que 46% da Geração Z e 46% dos Millennials em Portugal afirmam sentir-se stressados permanentemente ou durante grande parte do tempo de trabalho.

Margarida Lopes
1 de Setembro 2026 | 09:40
Quase metade dos profissionais da Geração Z e Millennials estão stressados permanentemente no trabalho

Entre os principais factores apontados estão os longos horários de trabalho (65% da Geração Z e 60% dos Millennials), a falta de reconhecimento e recompensa adequada pelo trabalho realizado (52% da Geração Z e 61% dos Millennials) e a existência de culturas organizacionais tóxicas (44% da Geração Z e 57% dos Millennials).

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Ainda assim, os dados mostram alguns sinais positivos relativamente à forma como as empresas abordam a saúde mental. Em 2026, 58% da Geração Z e 56% dos Millennials em Portugal consideram que os seus empregadores levam a saúde mental a sério, uma evolução face ao ano anterior (54% da Geração Z e 44% dos Millennials).

Também aumentou a percentagem de Millennials que se sente confortável para falar abertamente sobre saúde mental com os seus superiores directos, passando de 53% em 2025 para 62% em 2026. Entre a Geração Z, no entanto, verificou-se uma descida, de 66% para 60%.

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O mesmo estudo revela que ter um sentido de propósito no trabalho continua a ser um factor determinante para a satisfação profissional: 95% da Geração Z e 98% dos Millennials em Portugal afirmam que este aspecto é importante para a sua realização profissional. Contudo, apenas 46% da Geração Z e 43% dos Millennials sentem que a sua função actual está alinhada com os seus valores e crenças, abaixo da média global.

O estudo destaca também a importância das relações interpessoais no local de trabalho. Em Portugal, 60% da Geração Z e 60% dos Millennials afirmam ter colegas que consideram amigos pessoais. Entre os Millennials que têm amigos no trabalho, 60% planeiam permanecer mais de cinco anos na organização, face a 45% entre aqueles que não têm essas relações. Entre a Geração Z, a percentagem sobe de 40% para 42%. Os resultados sugerem que o sentimento de pertença e a qualidade das relações profissionais continuam a desempenhar um papel relevante no bem-estar, na satisfação e na retenção de talento.

O estudo, que já vai na sua 15.ª edição, contou com a participação de 22.595 inquiridos em 44 países, incluindo 406 participantes em Portugal – 203 Millennials e 203 representantes da Geração Z .

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