Metade dos executivos de topo também afirmou preferir os gestores de IA aos humanos, embora um terço não tenha a certeza se consegue diferenciar a IA de uma pessoa real, revela o HR Dive.
À medida que mais empresas integram ferramentas de inteligência artificial, a dinâmica e a cultura do local de trabalho parecem estar a mudar, de acordo com um relatório deste mês da CalypsoAI, fornecedor de segurança de IA.
Por exemplo, 45% dos trabalhadores afirmam confiar mais na IA do que nos seus colegas de trabalho e 38% afirmam que preferiam ter um gestor de IA do que um humano. Além disso, 34% dizem que se demitiriam se o seu empregador proibisse a IA.
Num inquérito a 1.000 trabalhadores nos EUA, 87% afirma que o seu empregador tem uma política de IA, mas 52% dos inquiridos estariam dispostos a quebrá-la se a IA facilitasse o seu trabalho. Além disso, 28% utilizou a IA para aceder a dados confidenciais e 28% também partilhou com a IA dados propriedade da empresa para completar uma tarefa.
«Estes números devem servir de alerta. Estamos a ver executivos a apressarem-se a implementar a IA sem compreender totalmente os riscos, trabalhadores da linha da frente a usá-la sem supervisão e até mesmo profissionais de segurança de confiança a quebrar as suas próprias regras», afirma Donnchadh Casey, CEO da CalypsoAI, em comunicado de imprensa. «Sabemos que o uso inadequado da IA pode ser catastrófico para as empresas, e isso não é uma ameaça futura — já está a acontecer dentro das organizações actualmente.»
Entre os executivos de topo, metade disse que prefere os gestores de IA aos humanos. Ao mesmo tempo, 34% não tem a certeza se consegue diferenciar um agente de IA de um profissional humano, e 38% não sabe o que é um agente de IA.
Entre os profissionais junior, 37% diz que não se sentiria culpado por violar a política de IA da sua empresa. Como 21% afirma que as regras de IA das suas empresas não são claras, «fazem apenas o que resulta», constatou o relatório.
As opiniões variam de acordo com o sector, com 58% dos profissionais de segurança a afirmarem confiar mais na IA do que nos seus pares e 27% dos profissionais de saúde a afirmarem que preferem reportar à IA do que a um supervisor humano.
A cultura relacionada com a IA também parece variar de acordo com a geração, com metade dos trabalhadores da Geração Z a afirmar ver o ChatGPT como um colega de trabalho ou amigo e quase metade a afirmar que prefere fazer perguntas ao ChatGPT a consultar o seu chefe, de acordo com um relatório da Resume.org. Comum às várias gerações, os trabalhadores revelam utilizar a IA para tomar decisões difíceis no trabalho, procurar aconselhamento e encontrar apoio em matéria de saúde mental.














