Quatro sectores dominam a criação de novas empresas em Portugal

Até Julho, Portugal viu nascer 32 300 novas empresas, menos 4,2% que no ano anterior, com destaque para a Construção e Tecnologias da Informação.

Tânia Reis
10 de Agosto 2026 | 13:30
Quatro sectores dominam a criação de novas empresas em Portugal

Até ao final de Julho de 2026, foram criadas 32 300 novas empresas em Portugal, o que representa uma diminuição de 4,2% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo dados do Barómetro da Informa D&B.

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Quatro sectores concentram 59% das empresas criadas neste ano: Serviços empresariais, Construção, Serviços gerais e Actividades imobiliárias, totalizando 19 024 novas empresas.

Entre os sectores, a Construção e as Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) são os únicos que registaram crescimento face a 2025. A Construção contabiliza 4 818 novas empresas, um aumento de 12% (+505 constituições), enquanto as TIC somam 2 400 novas empresas, mais 5,1% (+117 constituições).

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Quase 5 mil novas empresas no sector da Construção

A Construção ocupa o segundo lugar entre os sectores com maior número de novas empresas, posição alcançada pela primeira vez em Junho. Desde o início do ano até Julho, foram criadas quase 5 mil empresas neste sector, com maior concentração nos distritos de Lisboa (26%), Porto (17%), Braga (10%) e Setúbal (10%).

No sector das Tecnologias da informação e comunicação, o crescimento resulta sobretudo das 1 534 novas empresas ligadas a actividades de consultoria informática e programação, que registam um aumento de 12% (+167 constituições).

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Em contraste, a Agricultura e pecuária apresenta a maior queda na criação de empresas, com uma redução de 34% (-348 constituições), aproximando-se da média dos últimos anos após um crescimento significativo em 2025.

Quase todos os distritos registam um recuo na criação de empresas até 31 de Julho, excepto Santarém (+3,3%; +34 constituições), Coimbra (+2,1%; +19 constituições) e Vila Real (+1,1%; +4 constituições). Nas regiões autónomas, a Madeira destaca-se pela redução de 20% nas constituições (-205), sobretudo no sector dos Transportes.

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