Quatro segredos para se manter relevante na carreira após os 50+

Human Resources
9 de Abril 2025 | 10:10

À medida que as necessidades da Geração Z e dos Millennials ganham relevância, os profissionais sénior estão a ser negligenciados. Muitos colaboradores com 50 anos ou mais vêem-se presos num emprego sem futuro e procuram reinventar-se para prosperar na força de trabalho actual, noticia a Forbes.

 

De acordo com a Deloitte, 32% da força de trabalho global é agora composta pela Geração Z, criando uma divisão intergeracional e destacando a necessidade de uma transformação nas estratégias de engagement. Eliminar este fosso geracional entre a Geração Z e as gerações mais velhas é crucial para manter o engagement e a produtividade no local de trabalho.

De acordo com Sandra Moran, chief customer experience officer na WorkForce Software, uma abordagem no trabalho one-size-fits-all não é sustentável em 2025. «Pela primeira vez na história, as organizações estão a gerir várias gerações de trabalhadores na sua força de trabalho actual – Baby Boomers, Geração X, Millennials e Geração Z — cada uma trazendo pontos fortes, perspectivas e motivações únicas», salienta Moran.

 

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Manter-se relevante

Uma nova investigação da Udemy, em parceria com o podcast Midlife Fulfilled, “Thriving in Midlife: Survey Results on Fulfillment Across Key Life Pillars”, analisa como servir a força de trabalho de forma mais eficaz em todas as fases do desenvolvimento profissional.

Os principais insights do estudo incluem:

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  • Os líderes não devem ignorar a geração mais sénior quando pensam em oportunidades de progressão na carreira. Não estão prontos para parar de aprender, e 78,5% dos profissionais de meia-idade estão a trabalhar activamente para aprender novas competências profissionais em diversas áreas de aperfeiçoamento: técnica (49%), comunicação (40%) e criativa (49%).
  • Os profissionais estão a escolher sentir-se realizados em vez de felizes. E os líderes podem fomentar essa realização com iniciativas orientadas para o propósito. Um total de 79,2% dos inquiridos prefere sentir-se realizado em vez de feliz, e 20,8% não está na carreira desejada, indicando potencial insatisfação ou aspirações de transição de carreira.
  • A colaboração intergeracional é essencial para o sucesso empresarial, uma vez que 77,5% dos inquiridos de meia-idade se conectam e colaboram regularmente com as gerações mais jovens no local de trabalho.

Por estas razões, é importante diminuir o fosso geracional no local de trabalho. O desejo da Geração Z por feedback imediato e ambientes de trabalho flexíveis entra frequentemente em conflito com as práticas tradicionais, exacerbando ainda mais a tensão no local de trabalho e reduzindo a produtividade global.

Muitos gestores mais sénior, promovidos por competências técnicas em vez de gestão de pessoas, adoptam um estilo de liderança de “comando e controlo”. Sem formação adequada, muitas vezes micro-gerem, sufocando a autonomia e o pensamento inovador que os trabalhadores mais jovens desejam.

Dicas para se manter relevante

À medida que a força de trabalho envelhece, o sucesso das organizações baseado em competências está a evoluir. Ao abordar as prioridades dos profissionais de meia-idade, os líderes podem colmatar lacunas críticas de competências e aumentar a satisfação dos colaboradores. Se é um profissional de meia-idade que quer manter-se relevante, Nathan Blain, director geral da Udemy Business Leadership Academy, deixa algumas dicas.

Aprimore as suas competências sociais

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Blain afirma que cerca de 40% dos inquiridos de meia-idade querem melhorar as competências interpessoais, como a comunicação e a criatividade. «As soft skills são essenciais para as organizações que navegam em ambientes orientados para a tecnologia, mas a ATD descobriu que 85% das organizações enfrentam lacunas em conjuntos de competências interpressoais e de comunicação.

Os trabalhadores de meia-idade que priorizam o desenvolvimento de soft skills podem desenvolver as competências necessárias para se manterem competitivos, acompanhar a inovação e alavancar tecnologias como a IA Generativa para melhorar a sua experiência de trabalho.»

Seja um recurso para as novas gerações que entram no mercado de trabalho

«A investigação da Udemy mostra que as gerações mais jovens, como a Geração Z, são mais influenciadas pelas equipas de liderança sénior e de desenvolvimento de talentos do que qualquer outra geração», afirma Blain.

«Os colaboradores de meia-idade podem usar esta influência para ensinar à Geração Z competências essenciais, como a comunicação e o pensamento crítico, que podem não ter desenvolvido devido à pandemia que, para a maioria, os manteve isolados dos outros e podem ter oportunidades limitadas de mentoria e formação presenciais.»

Deixe que as novas gerações o ponham “em dia”

Blain sublinha que os profissionais sénior são a última geração a crescer na era dos telefones públicos, das agendas e dos beepers, enquanto gerações como a Z cresceram num mundo imerso em tecnologia. «Os trabalhadores de meia-idade não devem esquivar-se à expertise digital da Geração Z», aconselha Blain.

«Os dados da Udemy descobriram que as gerações mais jovens são mais cépticas em relação à eficácia da IA ​​na aprendizagem online, mas este cepticismo ajuda-as a avaliar a IA com um olhar crítico. A Geração Z pode fazer parcerias com colaboradores sénior para avaliar que tecnologia tornará os seus trabalhos mais fáceis e o que dificultará o desenvolvimento de competências e oportunidades de crescimento.»

Apoie-se no seu propósito

Blain refere que cerca de 20% dos profissionais sénior inquiridos não estão na carreira desejada, o que indica potencial insatisfação ou aspirações de transição de carreira. Mas declara que não é tarde para se dedicar ao trabalho com propósito. «As ferramentas de aprendizagem com tecnologia de IA de nova geração são concebidas para ajudar todas as gerações a descobrir o conteúdo mais relevante que as ajude a aprender competências mais alinhadas com os seus propósitos», insiste.

«Os colaboradores de meia-idade também não devem ter medo de pedir apoio à liderança para integrar princípios de propósito e missão no seu trabalho.» Blain conclui com uma pesquisa da McKinsey que sugere que, quando os líderes ajudam os colaboradores a encontrar significado no seu trabalho integrando o seu propósito, aumenta a satisfação e a fidelização dos colaboradores.

À medida que a força de trabalho envelhece, os profissionais de meia-idade estão a reinventar-se activamente para prosperar na força de trabalho actual. «Os colaboradores que estejam a pensar em mudanças de carreira intermédias ou em fases intermédias devem também procurar empregadores que ofereçam mais opções de benefícios, provas de que a sua experiência será valorizada e que a empresa pode criar uma experiência de trabalho que vá ao encontro dos seus objectivos pessoais e profissionais», aconselha Moran.

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