De acordo com o mais recente o barómetro europeu da ERA Group, 23% das empresas portuguesas antecipam quebras na facturação, um sinal claro de que a eficiência organizacional deixou de ser uma opção para se afirmar como uma condição de competitividade.
Neste contexto e como forma de assinalar o Dia do Trabalhador, a consultora portuguesa ERA Group identifica quatro tendências estruturais que estão a alterar a forma como as empresas devem gerir trabalho, produtividade e o crescimento do negócio:
1 | Novos modelos operacionais com recurso a tecnologia
A adopção de novas ferramentas digitais, como a Inteligência Artificial, o blockchain ou a Internet of Things, pode assumir um papel central na optimização de tarefas rotineiras, libertando tempo e recursos para uma alocação mais estratégica a áreas com potencial de crescimento. Em diversos sectores, estima-se que entre 20% e 40% das tarefas possam ser automatizadas, possibilitando a redefinição de perfis, de funções e modelos operacionais, com ganhos concretos em produtividade e sustentabilidade para os negócios.
2 | Escassez estrutural de talento qualificado
A dificuldade em recrutar perfis técnicos e especializados continua a ser um dos principais entraves ao crescimento empresarial. De acordo com um estudo recente da ManpowerGroup, 82% das empresas em Portugal reportam dificuldades na contratação, com maior incidência nos sectores Industrial (88%), Tecnologias e Serviços de IT (85%), Hotelaria e Restauração e também no sector público e da saúde (ambos com 84%). Esta escassez está a pressionar salários, custos operacionais e prazos de execução, reforçando a necessidade de investir num compromisso sólido com a formação e qualificação profissional, como resposta estrutural às necessidades do mercado.
3 | Reforço da produtividade e equipas mais estabilizadas
A conjugação entre exigência de eficiência e equipas mais reduzidas tem levado muitas organizações a intensificar a pressão sobre a produtividade, num país onde os níveis de produtividade continuam a ser estruturalmente baixos face à média europeia. Para prosperar num contexto de maior volatilidade, é essencial definir objectivos mensuráveis, eliminar tarefas sem valor acrescentado e reforçar a gestão do tempo, assegurando maior consistência sobre as margens operacionais.
4 | Uma tomada de decisão mais ágil em ambientes de incerteza
A volatilidade económica e geopolítica está a encurtar ciclos de decisão. Empresas com maior autonomia operacional e com objectivos de crescimento a longo prazo conseguem responder mais rapidamente a variações de mercado, o que se traduz também em vantagem competitiva em sectores expostos à pressão de custos e cadeias de abastecimento.














