Nos primeiros cinco meses de 2026, Portugal viu a constituição de 24 022 novas empresas, o que representa uma quebra de 5,2% em relação ao período homólogo de 2025, segundo dados do Barómetro da Informa D&B actualizados a 3 de Junho. Esta diminuição interrompe a tendência de crescimento que predominava desde 2021, exceptuando uma ligeira queda em 2024.
A maioria dos sectores económicos registou uma diminuição no número de novas empresas, destacando-se a Agricultura e outros recursos naturais com uma redução de 34% (-318 constituições), Transportes com menos 16% (-283 constituições) e Alojamento e restauração com uma queda de 11% (-253 constituições). Apenas três sectores apresentaram crescimento: Construção (+8,4%, +272 constituições), Tecnologias da informação e comunicação (+4,7%, +79 constituições) e Grossista (+0,4%, +4 constituições).
A redução na criação de empresas foi transversal a todas as regiões e distritos do país.
Encerramentos e insolvências
Entre Janeiro e Maio, encerraram 4 842 empresas, o que representa uma diminuição de 20% face ao mesmo período do ano anterior. No acumulado dos últimos 12 meses até Maio de 2026, o número de encerramentos foi de 14 420, menos 8,4% do que nos 12 meses anteriores. A diminuição foi generalizada, afectando todos os sectores e regiões, com maior destaque para o Retalho (-12%), Alojamento e restauração (-10%) e Serviços empresariais (-6,8%).
Contudo, alguns segmentos específicos registaram aumento nos encerramentos, como o Retalho não especializado por correspondência ou via Internet, que quase triplicou (+187%), e actividades como serviços administrativos e de apoio, limpeza geral de edifícios, transporte rodoviário não regular de passageiros e comércio a retalho de material óptico oftálmico.
Os processos de insolvência iniciados nos primeiros cinco meses de 2026 aumentaram 3,8% em relação ao período homólogo, totalizando 879 casos. Cerca de 16% destas empresas já encerraram. Os sectores que mais contribuíram para este aumento foram as Indústrias (+11%), Actividades imobiliárias (+82%) e Alojamento e restauração (+14%).
Os dados consideram entidades com sede em Portugal, incluindo sociedades anónimas, por quotas, unipessoais, entidades públicas, associações e cooperativas, excluindo empresários em nome individual. A análise baseia-se nas publicações de actos societários no portal Citius do Ministério da Justiça até 3 de Junho de 2026.














