Quem está em regime remoto trabalha mais durante a noite, para aproveitar o dia. E há uma actividade de lazer que está a beneficiar muito com isso. Não adivinha qual é

Human Resources
16 de Abril 2023 | 11:00

Os colaboradores em regime de teletrabalho estão a seguir uma tendência dos estudantes universitários, ou seja, em vez de trabalharem no horário das 9:00 horas às 17:00 horas, optam por ter este tempo livre e realizar as suas funções noutro período, segundo a revista Fortune.

 

Esta escolha permite que ao final da tarde, por exemplo, os profissionais estejam disponíveis para actividades de lazer, o que se tem reflectido no fluxo dos campos de golfe. De acordo com investigadores de Stanford, nos Estados Unidos da América (EUA), trabalhar a partir de casa “deu origem a um enorme boom no golfe”.

Os investigadores, Nick Bloom e Alex Finan, estudaram dados da empresa Inrix referentes a mais de 3.400 campos de golfe e partilharam as suas descobertas no documento de investigação recentemente publicado ‘Como o trabalho a partir de casa impulsionou o golfe’, onde é comparada uma quarta-feira de 2022 com o mesmo dia de 2019.

A informação obtida permitiu registar um aumento de 143% de golfistas nesse dia e uma subida de 278% nos que estavam a jogar durante a tarde. Como explicação para estes dados, os autores do estudo apontam que “os empregados estão a jogar golfe nas pausas enquanto trabalham a partir de casa”, porém, advertem que esta situação não significa que os trabalhadores sejam menos produtivos. “Se os empregados compensam o tempo mais tarde, então isto não reduz a produtividade. De facto, a produtividade nacional durante/pós pandemia tem sido forte”.

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Esta opção está não só a beneficiar a saúde física e mental dos trabalhadores como a impulsionar a prática desta actividade. “Os campos de golfe estão a ter uma maior utilização ao longo do dia e da semana, em vez de ao fim-de-semana. Isto aumentará a ‘produtividade do golfe’, ou seja, o número de campos de golfe utilizados e as receitas obtidas por campo”.

Ainda que o teletrabalho acarrete várias consequências positivas em diversas áreas, cada vez mais as empresas tentam reduzir este regime laboral. Segundo o professor de Economia em Stanford, Nick Bloom, o trabalho totalmente remoto “está a diminuir”, sendo que “alguns postos de trabalho são híbridos, uma vez que os patrões forçam os empregados a estar no escritório dois ou três dias por semana”, defendeu numa publicação feita na sua conta da rede social Twiter, no dia 11 de Março.

Empresas como a Disney e Starbucks estão a exigir aos trabalhadores que regressam ao trabalho presencial, mesmo que seja apenas três dias por semana estimando-se que, a longo prazo, o trabalho híbrido esteja em vigor em 50% dos postos de trabalho, 40% seja totalmente presencialmente e 10% totalmente remoto, informou Nick Bloom.

Contudo, nem todas as empresas são contra o trabalho à distância, muitas valorizam a autogestão dos colaboradores. O patrão de Stephanie Cunningham, uma comerciante de 27 anos, permite que sejam os trabalhadores a escolher se entram ou saem mais tarde, dando-lhes assim opção de ter tempo para outras actividades que não seriam possíveis no seu tempo livre, dado que muitos serviços estão fechados após as 19:h00 horas. «O meu patrão permite-me tirar tempo para mim. Desde que eu faça o meu trabalho», revelou ao New York Times.

Também o investidor do Shark Tank Kevin O’Leary comentou recentemente na CNN International que as organizações precisam de mudar a sua estratégia, dada a alteração do regime de trabalho, ao notar que existe uma «nova geração» de colaboradores que nunca trabalhou num escritório.

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