O Ministro das Finanças, Fernando Medina admite corrigir as tabelas de retenção na fonte para que os contribuintes não sejam prejudicados. Em causa estão os salários brutos de 800 euros que, após aplicados os descontos, correspondem a um salário líquido inferior ao rendimento líquido para um trabalhador que receba o salário mínimo nacional, avança a Sic Notícias.
Fernando Medina revelou que vai reunir-se esta quarta-feira com os sindicatos da administração pública para debater irregularidades.
«Esta questão, que foi agora identificada, é uma questão pontual e concreta. Vou reunir esta quarta-feira com os sindicatos e se corresponder exactamente à avaliação que estamos a fazer – queremos fazer esse diálogo e perceber se há mais alguma questão ou não –, nós faremos já a correção da tabela de retenção na fonte do primeiro semestre», afirmou o ministro das Finanças em declarações à Sic Notícias à margem da reunião do Eurogrupo.
Fernando Medina afirma ainda que a «situação de injustiça» que acontece quando o trabalhador ultrapassa o escalão em pelo menos um euro já não será uma questão para as novas tabelas de IRS, que entram em vigor em Julho de 2023.
«Quando essas medidas estiverem em vigor, esses problemas desaparecerão. Ninguém mais terá um aumento salarial em termos brutos que não se traduza num aumento líquido. Isso é geral no segundo semestre», garante.














