Quer aproveitar o verdadeiro potencial dos colaboradores da Geração Z? Aposte nestes três pontos-chave

Human Resources com Lusa
10 de Novembro 2025 | 09:40
Quer aproveitar o verdadeiro potencial dos colaboradores da Geração Z? Aposte nestes três pontos-chave

Vista como “mimada e pouco ambiciosa” pelos seus pares, a Geração Z está a pressionar as empresas a terem ambientes de trabalho mais flexíveis e colaborativos, onde tanto colaboradores como gestores possam crescer juntos. Para se envolverem e liderarem este segmento em ascensão da força de trabalho, tanto os travel managers como os líderes empresariais devem estar dispostos a adaptar-se. Começando por ouvir os seus colegas mais jovens da Geração Z.

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A SAP Concur revela as três coisas que a que a geração Z valoriza no local de trabalho.

A Geração Z aprecia uma comunicação consistente e clara
O primeiro passo para colaborar eficazmente com a Geração Z é compreender que nem todos trabalham da mesma forma. Eles dão maior ênfase ao reconhecimento das diferenças individuais e esperam que o mesmo seja feito como contrapartida.

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Isto significa que a orientação deve ser adaptada a cada indivíduo e não pode ser ambígua. A Geração Z valoriza a oportunidade de discutir uma tarefa e o que ela pode implicar, em vez de receber um email único com instruções.

O contexto é muito importante para a Geração Z. Compreender o objectivo por detrás de uma tarefa, explicar o “porquê”, torna mais fácil que se mantenham envolvidos e entreguem os resultados desejados. Para muitos colaboradores da Geração Z, saber como as tarefas contribuem para o objectivo do negócio é um pré-requisito para começar a realizá-las.

Além de promover o envolvimento e a clareza, este tipo de comunicação também é essencial para garantir a conformidade com normas e políticas internas. Muitos colaboradores da Geração Z podem não estar plenamente conscientes das implicações legais, éticas ou operacionais de determinadas acções, pelo que explicar o contexto e o “porquê” ajuda a assegurar que actuem de acordo com os padrões da organização.

Uma forma dos travel managers apoiarem melhor a Geração Z consiste em partilhar as suas políticas de viagens e despesas, reservando tempo para explicar o raciocínio por detrás das mesmas. As gerações anteriores podem aceitar as políticas tal como elas são, mas a Geração Z valoriza o “porquê” das coisas, antes de aceitar as directrizes da organização.

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A Geração Z valoriza a flexibilidade
Outra coisa sobre a qual a Geração Z está certa é a que diz respeito à flexibilidade. À medida que as expectativas dos colaboradores e o clima empresarial evoluem, a flexibilidade torna-se mais do que apenas um benefício para muitos e passa a ser uma questão incontornável.

A Geração Z é especialmente firme quanto a isto, seja em relação ao horário de trabalho ou à sua postura em relação às viagens de negócios. Muitos valorizam o equilíbrio entre a vida profissional e pessoal, e procuram sair do trabalho às 18h, sempre que possível. Uma pesquisa da Boostworks revela que 37% da Geração Z gostaria de ir ao escritório com mais frequência se isso significasse ter horários de trabalho flexíveis.

Esta preferência estende-se às viagens corporativas. Ao viajar em trabalho, a Geração Z valoriza a possibilidade de dispor de tempo para passear pela cidade e abstrair a mente. Mais importante ainda, gostaria de ter voz activa sobre se e com que frequência viaja a trabalho.

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Estas preferências em constante mudança mostram uma alteração mais profunda: a Geração Z quer ter mais controlo sobre como trabalha e viaja. Para acomodar estas exigências em evolução, os travel managers podem ajustar as suas políticas de trabalho híbrido, oferecer uma gama mais ampla de opções de alojamento e transporte ou dar aos funcionários mais oportunidades de “bleisure” nas viagens empresariais.

 

A Geração Z quer ter um lugar à mesa
Além da comunicação e flexibilidade, a Geração Z gosta de ser respeitada, vista, ouvida e tratada como igual. A idade desempenha um papel importante neste processo. Sendo os elementos mais jovens da força de trabalho, eles não querem ser julgados por causa da idade, nem ser excluídos de conversas importantes e de alto nível, seja com a liderança, colegas ou parceiros.

Mas têm razão em querer ser ouvidos. Os colaboradores mais jovens trazem novas perspectivas para a mesa e podem agregar valor às discussões. Também querem oportunidades para partilhar as suas ideias e responder a perguntas e pesquisas. A Geração Z quer saber que está a ser ouvida e uma forma de lhes transmitir isso é mostrar-lhes que o seu feedback está a ser implementado. Por exemplo, pedir-lhes conselhos sobre questões relacionadas com viagens ou despesas e utilizar as suas ideias para criar políticas relevantes. Em última análise, uma colaboração bem-sucedida com a Geração Z significa levar a sério as coisas que são importantes para ela.

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As outras gerações também poderiam tirar partido do desejo de mudança da Geração Z, mudando o ritmo e aprendendo a reservar tempo quando necessário, para poupar recursos a longo prazo. Oferecer flexibilidade, comunicação clara e respeito, independentemente da idade, permite que os colaboradores prosperem no local de trabalho. Estas expectativas não são radicais, mas apenas razoáveis.

Os travel managers e os restantes decisores devem adaptar a sua comunicação, reconsiderar o grau de flexibilidade das suas políticas e garantir que as vozes mais jovens possam participar em conversas importantes. Seria um risco para as organizações desconsiderar as formas como a Geração Z prefere trabalhar – devendo antes abraçá-las para o bem maior de toda a força de trabalho, independentemente da idade.

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