Série documental portuguesa aborda tema do Rendimento Básico Incondicional e da criação de condições para a procura de emprego a todos os residentes no País

O Rendimento Básico Incondicional (RBI) é o tema central da primeira série documental realizada em Portugal sobre uma questão social. Num total de 12 episódios, mais de meia centena de entrevistados consagra a necessidade crescente de projectar o RBI como solução para fugir a situações de pobreza e garantir a participação de qualquer indivíduo na sociedade, de forma digna.

 

Mais de 50 personalidades nacionais e estrangeiras enquadradas em vários campos políticos e pertencentes à sociedade civil, academia, mundo associativo e empresarial, como Carlos Moedas, Pedro Duarte, Roberto Merrill, Carla Guapo da Costa, Cristina Rodrigues, Rodrigo de Lapuerta ou Olivier de Schutter, reconhecem a importância de garantir um rendimento básico distribuído de maneira incondicional, ou seja, livre de obrigações, a todos os residentes em Portugal, legalizados, como forma de criar condições sociais para a procura de emprego, melhoria da qualidade de vida e diminuição das desigualdades.

Produzida por Francisco Guerreiro, eurodeputado, e realizada por Hugo de Almeida, a série documental será disponibilizada gratuitamente online e aborda diferentes áreas de intervenção, desde a tecnologia e emprego até às questões da pobreza e desigualdade social, passando pela cultura e lazer, educação, investigação e cidadania, igualdade de género, saúde preventiva, desenvolvimento do mundo rural, ecologia regenerativa, entre outros.

A par da produção da série, foi elaborado um estudo sobre a aceitação do RBI em Portugal, registando um índice de favorabilidade de 76% quanto à implementação da medida junto dos inquiridos, seleccionados aleatoriamente entre a população portuguesa.

As primeiras referências ao RBI surgiram no século XVI, por Thomas More, no livro “A Utopia”, não na ideia do RBI como hoje o pensamos, mas na ideia de um valor para assegurar a subsistência de cada um e para que as pessoas mais pobres conseguissem ter dinheiro para garantir uma vida melhor. Mas, ao longo da História, muitos outros nomes apresentaram a ideia, como Thomas Paine, Bertrand Russell, Milton Friedman e, mais recentemente, André Gorz, Rutger Bregman e Phillipe van Varjs, que fala de uma “vida de liberdade para todos”.

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