A procura pelo programa para a criação de emprego no interior quadruplicou a dotação inicial desta medida, com a região Norte a liderar na captação de fundos, divulgou a secretária de Estado para a Valorização do Interior.
Isabel Ferreira falava em Bragança, onde anunciou que durante este mês o Ministério da Coesão Territorial fará o balanço de um ano da revisão do programa de valorização do interior mais coeso (+CO3SO), com apoios financeiros ao emprego, à competitividade e para trabalhar no interior.
A governante adiantou alguns dos dados disponíveis, nomeadamente em relação ao +CO3SO Emprego, que abriu há um ano com uma dotação financeira de 90 milhões de euros, indicando que «só na região Norte as aprovações são superiores a esse valor».
«Significa que este programa quadruplicou o montante inicial, dada a grande adesão», concretizou.
Noutra vertente, Trabalhar no Interior, o programa apoiou «o regresso ou instalação de quase 600 pessoas» por todo o país, segundo a secretária de Estado.
Já o +CO3SO para a competitividade «permitiu a dezenas e dezenas de empresas contratarem recursos humanos altamente qualificados».
«Em todo o país, em particular na região Norte, e ainda mais em particular no distrito e no concelho de Bragança, com pessoas e empresas que usufruíram destes apoios», acrescentou.
Isabel Ferreira referiu-se ainda a outro apoio, as bolsas para estudar no interior que tiveram um crescimento no último ano de “18%”, e as instituições com mais procura estão localizadas na região transmontana, nomeadamente a Universidade Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) e o Instituto Politécnico de Bragança (IPB).
«É extraordinário ver como os agentes do interior se mobilizam e fazem candidaturas de mérito», considerou a secretária de Estado, reiterando que a procura por estas medidas ultrapassou a dotação financeira, o que levou a um reforço.
A secretária de Estado para a Valorização do Interior participou, em Bragança, numa conferência sobre o “Futuro da Europa – Plano de Recuperação e Resiliência (PRR)”, organizado pelo Centro Europe Direct do Instituto Politécnico de Bragança.
Isabel Ferreira lembrou alguns dos investimentos previstos no plano do Governo português para responder à crise gerada pela pandemia COVID-19, entregue hoje a Bruxelas, e lembrou que os fundos previstos neste programa «vão ser utilizados concomitantemente com o plano financeiro plurianual do Portugal 2030 e do Portugal 2020».
«Vai haver muito dinheiro. Tem de ser utilizado também para valorizar o interior», alertou, apontando o politécnico de Bragança, instituição da qual faz parte do quadro de investigadores, como um «excelente exemplo de como é possível mobilizar fundos nacionais e internacionais».
A secretária de Estado defendeu que os diferentes programas são «excelentes oportunidades para as parcerias entre instituições de ensino superior e empresas, sempre a pensar também em aumentar a qualificação das pessoas».
Isabel Ferreira considerou ainda que, além dos investimentos públicos previstos, nomeadamente ao nível de ligações rodoviárias, os diferentes planos e programas são também uma oportunidade para outras necessidades do interior de Portugal, nomeadamente ao nível das «respostas sociais para uma população mais envelhecida, para mais desenvolvimento industrial e tecnológico».














