A construção do quinto pólo do parque empresarial de Vila Nova de Cerveira, iniciada este mês, deverá estar deverá estar concluída no final de Abril de 2023, num investimento superior a 1,1 milhões de euros.
Contactado pela agência Lusa, a propósito de uma nota de imprensa enviada às redacções, o presidente daquela autarquia do distrito de Viana do Castelo, Rui Teixeira, disse que a construção da nova zona de acolhimento empresarial deve-se «à procura crescente por parte dos investidores e como forma de combater a desertificação do interior, cirando dinamismo económico no interior do concelho».
«Há necessidade de desenvolver o interior do concelho, atraindo mais actividade económica e, por consequência, mais pessoas, assegurando a potenciação do vigor industrial de Vila Nova de Cerveira», reforçou.
Segundo o autarca socialista, nos quatro pólos já existentes «estão instaladas mais de 30 empresas que empregam mais de quatro mil trabalhadores».
«Temos instaladas no concelho grandes empresas do sector automóvel e dois dos maiores produtores do mundo de barcos de recreio», sustentou.
Rui Teixeira adiantou que «o município contratou uma empresa para fazer um levantamento das empresas instaladas no concelho, volume de negócios e de postos de trabalho criados».
O novo parque empresarial de Cerveira – pólo V, em construção na freguesia de Sapardos, tem como «objectivo criar condições favoráveis e atractivas para a instalação de operadores económicos».
Com «uma localização estratégica junto ao nó da autoestrada A3, a obra prevê a criação de 12 lotes de dimensões idênticas, com cerca 2.700 metros quadrados cada, numa área total de 32.602 metros quadrados, e infraestruturas com características compatíveis com as exigências da procura, principalmente ao nível do Sistema de Indústria Responsável (SIR)».
Para Rui Teixeira, «esta nova área de acolhimento empresarial no concelho pretende colmatar a carência de espaços com aptidão para a instalação de empresas e a procura urgente por estes espaços, promovendo fortes dinâmicas económicas».
Rui Teixeira adiantou já existirem «manifestações de interesse» nos lotes que estão a ser criados. «Há um interessado que quer três lotes» apontou, sublinhando que, apesar do «elevado número de interessados» na aquisição dos terrenos, «a venda dos mesmo será realizada através de hasta pública em data a anunciar».
O projecto do novo parque empresarial «teve em conta a preocupação de optimizar a integração da infraestrutura o melhor possível na topografia existente», sendo que vão ser «criadas quatro plataformas, a diferentes cotas, com a instalação de três lotes em cada, como forma de minimizar o movimento de terras e reduzir o ruído visual».
«O acesso aos lotes será feito de forma individual e directamente da via existente que, no âmbito deste projecto, será integralmente remodelada. Este espaço irá disponibilizar, também, um conjunto de infraestruturas com repercussões nos custos do produto, nomeadamente, na produção e utilização de energias renováveis e reutilização de águas», especifica a nota enviada às redacções.
Com um valor de contrato de 1.143.075,13 euros, o investimento é cofinanciado pelo Programa Operacional Regional do Norte 2020, através de um fundo FEDER de 667.285,30 euros.














