Randstad associa-se a projecto que promove a igualdade de género no acesso a altos cargos

Margarida Lopes
12 de Janeiro 2021 | 14:00

A Randstad é parceira da segunda edição do Projecto Promova, organizado pela CIP – Confederação Empresarial de Portugal, que tem como objectivo identificar e desenvolver talentos femininos com potencial de liderança, de forma a fomentar a sua promoção a funções de gestão de topo das empresas, contribuindo desse modo para diminuir o gap da igualdade de género.

 

É um projecto de um ano, que inclui uma formação executiva da responsabilidade da Nova SBE, distribuída por três módulos, propósito, transformação e impacto, e várias outras actividades como sessões de coaching, de mentoria cruzada, de mindfulness e eventos de networking entre as participantes e líderes de topo.

«A promoção do talento e o desenvolvimento do capital humano são objectivos de sempre da CIP e reconhecemos que é necessário encontrar novas abordagens, mais eficazes, para promover a cultura da igualdade de género entre os agentes económicos, diversidade que vai favorecer a nossa competitividade e o sucesso das organizações. nesta segunda edição contamos com novos parceiros e queremos ir ainda mais longe, levando a uma reflexão mais profunda sobre a liderança no feminino», afirma António Saraiva, presidente da CIP.

Para José Miguel Leonardo, CEO da Randstad Portugal «o projeto Promova liga dois pilares fundamentais: a formação de competências e a diversidade e inclusão e por isso esta é para nós uma parceria natural. E porque este é um tema crítico vamos em conjunto com a CIP organizar momentos de reflexão permitindo mais vozes e a participação de todas as entidades. Porque a igualdade de género tem de ser mais do que um compromisso, tem de ser uma realidade».

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No âmbito desta parceria já estão previstos dois eventos, estando o primeiro agendado para o dia da mulher, 8 de Março de 2021. O site da CIP e da Randstad também vão ter espaços de opinião e partilha de conhecimento sobre a liderança no feminino e a igualdade de género.

A Randstad nos seus valores tem a diversidade e inclusão, sendo signatária do Global Compact Act e membro do fórum iGen. São várias as iniciativas desenvolvidas em todo o mundo, mas os números mostram que ainda há um longo caminho a precorrer.

Um estudo feito pela Randstad sobre o impacto do COVID-19 mostra mesmo que 20% das mulheres perderam o emprego devido à pandemia, enquanto que nos homens o valor desce para 13%. A mesma análise conclui que as mulheres de cor têm 150% maior probabilidade de ficarem sem emprego quando comparadas com os restantes colaboradores. Globalmente os inquiridos consideram que trabalham em empresas inclusivas (80%) mas se isolarmos o sul da Europa, este valor já desce para 76%.

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«A igualdade de género não se resolve com a criação de quotas e é uma das dimensões da diversidade e inclusão. A pandemia veio agravar ainda mais as assimetrias e acentuar silos exigindo mais acções e um maior debate público incidindo sobre estes temas numa perspectiva diferenciadora de inovação social. Acreditamos que o projecto Promova pode ser verdadeiramente diferenciador não apenas ao nível da reflexão, mas com resultados que possam alterar estes números» afirma Mariana Canto e Castro, diretora de recursos humanos da Randstad Portugal.

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