Randstad: «O admirável novo mundo em que vivemos e trabalhamos exige-nos a reinvenção da aprendizagem.»

Falar de academia é falar de aprendizagem, da construção de caminhos, organizados por temáticas, que permitem a análise e o treino de conteúdos detalhados, partilhados por especialistas, com um contributo relevante para uma reflexão orientada. A importância de pensar e aprender.

 

Para uma empresa, uma academia representa o laboratório de experiências, tendo em conta funções, competências e comportamentos. Este laboratório revela-se essencial para que cada colaborador conheça o caminho de aprendizagem que deve seguir, dentro do seu grupo funcional; mas cada vez mais se revela diferenciador quando pensamos no conceito de agilidade ao nível da aprendizagem: o que eu posso escolher aprender.

Para a Randstad, este laboratório está criado em duas frentes, a local e a global. Localmente, em Portugal, seguimos mesmo o conceito de laboratório , integrado no Randstad Learning Center. Os diferentes “labs” que o formam são associados a áreas de aprendizagem (leadership, business, support, culture, talent, global). A cada área de aprendizagem – lab – são anualmente associados projectos de desenvolvimento de competências, que se ligam, por um lado à função, mas cada vez mais ao interesse de cada colaborador. Utilizando diferentes ferramentas de aprendizagem, apostamos cada vez mais no caminho escolhido pelo talento – talent lab. Como exemplo, podemos partilhar a plataforma criada com este grande foco de caminho de aprendizagem individual – o Randstad Learning Hub.

Através de centenas de conteúdos, em diversas temáticas, todos os nossos talentos são convidados a escolher o seu caminho de saber. A área de LDC (Learning, Development & Culture) “limita-se” semanalmente a fazer sair dicas, sugestões, mas o caminho é criado pelo próprio. Em todos os “labs”, os caminhos de aprendizagem são criados tendo por base os objectivos estratégicos da empresa e o desenvolvimento pessoal e profissional dos seus talentos.

Que aprendizagem é sinónimo de desenvolvimento e crescimento de talentos, não parece, assim, ser de duvidar. A nossa intenção com a existência dos “labs” é poder conciliar a existência de formações-base, mais tradicionais e essenciais, que nos permitem poder manter o nosso negócio a funcionar, com outras mais profundas, verdadeiramente vocacionadas para o desenvolvimento do talento. Conseguirmos conciliar a utilização de abordagens inovadoras com o explorar de molduras temporais tradicionalmente menos utilizadas para a aprendizagem (criação de uma “Summer Academy”, por exemplo). Conciliarmos o confinamento a que a pandemia nos obrigou com a possibilidade de através da tecnologia podermos continuar a facultar acesso a “business schools” mundialmente reputadas, sem que seja necessário interromper o percurso de aprendizagem pré definido.

A nível global, a Randstad Fritz Goldschmeding Academy, reúne a sua experiência ao saber de instituições de referência, como a TIAS Business School, o INSEAD, a London Business School ou a NOVA SBE, e segue o conceito transversal de academia. Ciclos de aprendizagem de média-longa duração, que, sendo adaptados à realidade global da empresa, se ajustam aos tempos, aos objectivos estratégicos e permitem criar uma linguagem universal Randstad.

Criada com um foco de treino de líderes e futuros líderes, em diversas áreas – estratégia, liderança, negociação, comercial –, são vários os percursos de aprendizagem criados que reúnem talentos de todo o mundo Randstad, criando uma partilha e uma experiência únicas. Com mais de 20 anos de existência, esta Academia tem potenciado o alinhamento da estratégia global com o desenvolvimento de talento, e fá-lo com uma excelência incrível.

 

Acompanhar, não impor
Todos estes processos indicam um caminho, a importância da aprendizagem ao longo da vida e o papel da empresa no desenvolvimento dessa aprendizagem. A academia interna abre esse caminho de partilha, de troca de experiências, de reflexão em equipa, de alinhamento de objectivos, de gestão de expectativas. Conhecer o caminho apoia, de forma clara, a forma como o fazemos, e para a Randstad, criar o ambiente seguro de aprendizagem, permitindo a liberdade na escolha do que aprender, através da disponibilização de diversas ferramentas que potenciem essa agilidade é, em primeiro lugar, um passo para a responsabilização – eu sou responsável pelo meu caminho –, e em segundo lugar uma aposta na identificação – não me foi imposto, foi-me entregue o mapa e a bússola, mas fui eu que escolhi o caminho.

Mais curto ou mais longo, essencial foi atingir o ponto de chegada e ter toda a informação necessária para avaliar o impacto que este caminho teve na progressão profissional e no desenvolvimento pessoal. Procuramos, de forma transversal, acompanhar, ainda, aquilo que são as tendências dos tempos actuais em termos de aprendizagem: e-learning, gamification, role playing.

Com uma forma de trabalhar diferente e diferenciada (a Randstad encontra-se já a desenhar aquilo que será o seu modelo de trabalho pós pandémico e, sem sabermos ainda como irá ficar o resultado final, sabemos que será verdadeiramente disruptivo face a modelos de trabalho clássicos), não podemos continuar a apostar em modelos de aprendizagem tradicionais, pelo que o recurso a novas plataformas e novas tecnologogias e até a novos canais, é obrigatório.

Acreditamos até que o conceito de Academia vai além da própria academia “per se”: as aprendizagens que hoje procuramos encontram-se em muitos outros lugares.

A nossa capacidade enquanto empresa de orientar leituras de temáticas vocacionadas para a nossa actividade e para as melhores práticas existentes nas áreas de Consultoria, Inovação e Gestão; de porporcionar experiências emersivas; de incentivar intercâmbios das mais diversas naturezas; de promover pequenas “talks” sobre temas mais holísticos mas directamente relacionados com o nosso modelo de competências; de facilitar o acesso a momentos de partilha de conhecimento “avant guarde”, experimentalistas e “fora da caixa” (parceria com a Rock in Rio Academy, por exemplo), etc., traduz-se inevitavelmente no facilitar o acesso a um manancial de conhecimentos e informação que, após cuidadosa e atenta curadoria para ficarem alinhados com os objectivos estratégicos da empresa, fazem igualmente parte daquilo que queremos proporcionar aos nossos colaboradores.

Fomentamos um espírito saudavelmente inquieto de busca, procura e interrogações constantes, procurando sempre mais e melhor informação, conhecimentos, soluções.

Incentivamos a adopção de novas metodologias, ferramentas e soluções, pois acreditamos que a evolução da tecnologia tem de ser posta ao nosso serviço para nos distinguirmos naquilo que somos melhores e onde não há computador que se nos equipare: as nossas emoções, base das nossas”soft skills”, elas próprias, por sua vez, as compentes “core” do nosso modelo corporativo de desenvolvimento de talento.

Promovemos o conceito de “long life learning” pois, de facto, “o saber não ocupa lugar” e o admirável novo mundo em que vivemos e trabalhamos exige-nos a reinvenção da aprendizagem, a redefinição do conhecimento e o redesenho da Academia.

Também ela tem de estar acessível 24/7 em quase tudo o que fazemos, vivemos e experenciamos. Educa-se pelo exemplo e aprende-se com e pela prática. É este o nosso conceito e a nossa crença, e é a essa imagem que queremos que os nossos percursos de aprendizagem contínua sejam associados.”

 

Este artigo faz parte do Especial “Academias de Formação”, publicado na edição de Março (n.º 123) da Human Resources, nas bancas.

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