Recordati: Diversidade e inclusão como eixo estratégico na gestão de pessoas

A estratégia global de Diversidade, Equidade e Inclusão ganha expressão prática, reflectindo-se na gestão de pessoas e na cultura organizacional.

Human Resources
5 de Maio 2026 | 13:40
Recordati: Diversidade e inclusão como eixo estratégico na gestão de pessoas

A estratégia global de Diversidade, Equidade e Inclusão ganha expressão prática, reflectindo-se na gestão de pessoas e na cultura organizacional.

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Por: Sónia Gonçalves, directora de Recursos Humanos da Recordati Portugal

A Recordati, grupo farmacêutico internacional com quase um século de história, tem vindo a consolidar uma cultura organizacional assente no respeito, na valorização da singularidade e na promoção de ambientes de trabalho verdadeiramente inclusivos. Em Portugal, estes princípios integram-se de forma natural na operação local, alinhada com a estratégia global de Diversidade, Equidade e Inclusão (DEI) que o grupo tem vindo a reforçar de forma estruturada desde 2024.

Na Recordati, a DEI não é entendida como um conjunto de iniciativas isola das, mas sim como parte integrante da estratégia global do grupo. Em 2024, a empresa formalizou a sua política global de Diversidade e Inclusão e lançou a visão “Your uniqueness, our strength”, que simboliza o compromisso de reconhecer, valorizar e potenciar a individualidade de cada colaborador.

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Portugal integra, tal como todas as subsidiárias, a rede global de mais de 60 D&I Champions, responsáveis por assegurar que esta estratégia é aplicada localmente, ajustada à realidade de cada país e incorporada nos processos de gestão, liderança e desenvolvimento de pessoas.

A adesão do grupo à Carta para a Diversidade, iniciativa da Comissão Europeia, assinada também pela Recordati Portugal, reforça ainda o compromisso com práticas de igualdade e não discriminação, aplicáveis a todas as operações europeias, incluindo a portuguesa.

Este ano, no dia 15 de Maio, a Recor dati Portugal irá assinar, pela primeira vez, o Acordo de Adesão ao Fórum iGen.

O iGen – Fórum Organizações para a Igualdade, criado em 2013, é composto por 74 organizações, nacionais e multinacionais, dos sectores público, privado e da economia social, que operam em Portugal e representam, no seu conjunto, cerca de 2% do PIB português (créditos iGen).

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Os membros do iGen – Fórum Organizações para a Igualdade assumiram o compromisso de reforçar e evidenciar a sua cultura organizacional de responsabilidade social incorporando, nas suas estratégias e nos seus modelos de gestão, os princípios da igualdade entre mulheres e homens no trabalho e no emprego (créditos iGen).

O iGen foi criado por iniciativa da CITE (Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego), que é o organismo nacional, criado em 1979, responsável por garantir a igualdade e não discriminação entre mulheres e homens no mercado laboral. Assim, actua na protecção da parentalidade, conciliação da vida pessoal e profissional, e no combate a disparidades salariais.

Prioridades globais com impacto local

A estratégia global de DEI assenta em prioridades claras para os próximos anos, que orientam também a actuação em Portugal. Entre os principais eixos está a consolidação da política global de Diversidade e Inclusão, garantindo que é efectivamente vivida no dia-a-dia em todas as geografias, bem como o reforço e foco da rede global de Embaixadores de D&I e de Cultura, assegurando um alinhamento transversal com impacto real a nível local. A par disso, pretende-se intensificar a formação em DEI em todos os níveis hierárquicos e aumentar a representação feminina em funções de liderança, com uma meta global de 38% até 2028, face aos 33,5% registados em 2024. Neste contexto, Portugal assume um contributo relevante, já que apresenta este equilíbrio assegurado, nomeadamente ao nível do Conselho de Direcção, composto por quatro mulheres e quatro homens.

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Em Portugal, estas prioridades traduzem-se em acções concretas como práticas de recrutamento inclusivas, promoção de ambientes colaborativos e desenvolvimento contínuo das equipas, acompanhando as expectativas de um mercado que valoriza proximidade, transparência e equilíbrio entre vida pessoal e profissional.

Processos equitativos: do recrutamento à progressão de carreira

A Recordati Portugal adopta os princípios globais, expandindo e ajustando localmente a sua política para assegurar a equidade em todas as fases do ciclo de talento. O recrutamento é baseado em competências e acessível a perfis diversos, incluindo candidatos com mais de 50 anos, com o foco colocado no valor e não na idade. A avaliação assenta em processos transparentes, que combinam entrevistas estruturadas, exercícios práticos e testes validados, reduzindo a margem para vieses. A progressão segue uma lógica meritocrática, apoiada por oportunidades internas de desenvolvimento e mobilidade. Paralelamente, a DEI está integrada em todos os processos de Recursos Humanos, garantindo uma abordagem centrada no valor de cada pessoa.

No sector farmacêutico, inovação e pluralidade são indissociáveis. A diversidade de perfis culturais e profissionais presentes nas equipas portuguesas e internacionais permite uma melhor compreensão das necessidades reais dos pacientes, particularmente no universo complexo das doenças raras, bem como o desenvolvimento de soluções que respeitam especificidades regionais e regulatórias. Contribui ainda para uma toma da de decisão mais ágil, informada por diferentes perspectivas clínicas, científicas e de mercado. Enquanto parte de uma organização presente em cerca de 150 países, a equipa portuguesa beneficia de uma troca contínua de conhecimento, o que eleva a qualidade da inovação e das soluções disponibilizadas aos pacientes.

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Tal como todas as subsidiárias, a Recordati Portugal acompanha um conjunto de indicadores globais que permitem monitorizar a evolução da DEI, incluindo a percentagem de mulheres em funções de liderança, com metas e resultados actualizados anualmente, bem como os resultados dos Global Engagement Surveys, que avaliam percepções de inclusão, confiança, bem-estar e segurança psicológica. A estes somam-se ainda avaliações externas de ESG, nas quais a organização tem sido consistentemente reconhecida, como o FTSE4Good, o MSCI ESG e o EcoVadis. Estas métricas influenciam directamente a definição e o ajustamento das acções a nível local.

Construir inclusão todos os dias

Na operação portuguesa, a inclusão materializa-se através da participação activa em redes globais, como os Embaixadores de Cultura, que adaptam iniciativas ao contexto nacional e recolhem feedback das equipas. Este trabalho é complementado por práticas de gestão de proximidade, uma característica cultural valorizada em Portugal, e por iniciativas de formação e sensibilização orientadas para a desconstrução de preconceitos inconscientes.

A política global de DEI, lançada em 2024, reforça a responsabilidade individual na criação de ambientes de trabalho respeitadores e seguros.

Em Portugal, temos uma idade média de 47 anos, não temos limite de idade para o recrutamento (apenas o que legalmente se exige) e a nossa pessoa com mais idade tem 68 anos, o que demonstra que o idadismo é combatido pela Recordati Portugal de uma forma directa.

Portugal contribui directamente para a meta global de reforço da representação feminina, promovendo a participação de mulheres em programas de desenvolvimento e liderança e assegurando a implementação das políticas globais de Diversidade e Inclusão e da Carta para a Diversidade, que orientam práticas de não discriminação e igualdade de oportunidades. Neste contexto, e na sequência da campanha global da empresa no Dia da Mulher, “Give to Gain”, foi também lançada em Portugal uma iniciativa externa dirigida a mulheres em hospitais e junto de diversos parceiros, a par de uma acção interna em que cada director e directora partilhou com toda a organização o seu contributo pessoal na promoção da igualdade entre homens e mulheres ao longo da sua vida.

A cultura da Recordati Portugal combina a identidade global com a realidade cultural do País, assente na valorização da singularidade e no respeito pelas diferenças, em linha com a política global. Promove igualmente a proximidade, a excelência e o cuidado, valores presentes noutras operações e que reflectem uma filosofia comum do grupo. Paralelamente, a participação em inquéritos de cultura globais contribui para o desenvolvimento de práticas mais inclusivas e informadas.

As chefias intermédias portuguesas assumem um papel determinante na implementação das práticas de DEI, ao aplicarem as directrizes globais ao contexto local e ao promoverem ambientes de trabalho onde a diversidade é visível, valorizada e discutida de forma aberta. Simultaneamente, facilitam a comunicação entre as equipas locais e as redes globais, contribuindo para uma maior coerência e eficácia das iniciativas.

Abordar temas sensíveis: uma responsabilidade partilhada

A Recordati adopta uma abordagem clara e preventiva aos temas de preconceito e discriminação, assente na formação de sensibilização em Diversidade e Inclusão dirigida a todos os colaboradores e em políticas globais que definem com portamentos esperados, princípios de equidade e mecanismos de reporte. Paralelamente, recorre a inquéritos internos para identificar pontos de atenção e oportunidades de melhoria, permitindo uma actuação contínua e ajustada às necessidades da organização.

As políticas de DEI influenciam igualmente a actuação da Recordati em Portugal junto de fornecedores, parceiros e comunidades, sendo que as Cartas Europeias para a Diversidade orientam práticas éticas e inclusivas ao longo da cadeia de valor. Em paralelo, os compromissos ESG contribuem para moldar relações assentes na responsabilidade social e na sustentabilidade.

A Recordati, tanto a nível global como local, reforça o seu compromisso contínuo com o aumento da representação feminina em funções de liderança, tendo como meta atingir 38% até 2028, um objectivo que em Portugal já se encontra alcançado. Paralelamente, procura expandir a implementação da estratégia global de Diversidade e Inclusão no País, através de iniciativas de formação, da participação activa em redes internacionais e da sua adaptação ao contexto cultural local. A par disso, mantém o foco na integração de práticas ESG reconhecidas externamente, nas quais as operações portuguesas têm vindo a assumir um contributo relevante.

Na Recordati Portugal, diversidade, equidade e inclusão são vividas diariamente como parte de uma visão global e de um compromisso local. Acreditamos que equipas diversas, em ambientes inclusivos e orientados para o desenvolvimento humano, são essenciais para inovar, cuidar melhor dos pacientes e construir um futuro sustentável para a empresa, para as pessoas e para a sociedade.

Este artigo faz parte do Caderno Especial “Diversidade, Equidade e Inclusão”, publicado na edição de Abril (nº. 184) da Human Resources.

Disponível nas bancas e online, na versão em papel e na versão digital.

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