Recrutamento: Já não são as empresas que escolhem os candidatos. Hoje são eles que perguntam: “Por que devemos escolher este projecto ou esta empresa?”

“Por que acha que o devemos escolher a si?”. Esta era a pergunta clássica colocada pelos recruiters. Mas o paradigma mudou totalmente. Hoje, são os candidatos que questionam quem está a recrutar: “por que devemos escolher este projecto ou esta empresa?”.

 

Por Ana Petrucci, HR & Marketing director da Intelcia Portugal

 

Várias consultoras lançaram estudos internacionais para melhor compreender o que motiva os candidatos na escolha de uma empresa para a qual prestar serviços.

Percebemos que a sua motivação não reside apenas no estímulo salarial, nas oportunidades de desenvolvimento profissional e no regime de trabalho flexível, tão importante para a geração que está a chegar ao mercado de trabalho. Em média, 75% dos candidatos afirmam querer trabalhar para uma empresa comprometida com a responsabilidade social corporativa (CSR), nomeadamente com os direitos humanos, responsabilidade ambiental e responsabilidade económica.

Nos últimos anos, juntaram-se duas componentes que contribuíram para a mudança de paradigma – a pandemia da COVID-19 e a necessidade de confinamentos gerais da população para conter a doença -, tendo trazido novas perspetivas sobre o trabalho à distância. Estes fatores coincidiram com a chegada ao mercado laboral de uma nova geração que, mais do que qualquer outra, valoriza especialmente a flexibilidade, o equilíbrio entre o trabalho e a vida pessoal, bem como empregadores com sólidos valores de responsabilidade corporativa, social e ambiental.

Neste segmento de candidatos inclui-se a esmagadora maioria dos jovens estrangeiros que procura Portugal para trabalhar, muitas vezes após concluir as suas formações nos respectivos países de origem.

É para estes que as empresas que oferecem soluções nas áreas de Customer Relationship Management, IT Solutions, Business Process Outsourcing and Digital Services são particularmente atrativas.

Para os recruiters destas áreas, em que o domínio de línguas não nativas é crucial para a prestação do melhor serviço a clientes de empresas que não operam no mercado nacional, os jovens estrangeiros vêm, frequentemente, suprir necessidades que a oferta laboral portuguesa não supre.

O resultado deste encontro de uma oferta e procura especializada é virtuoso. É um exemplo de uma verdadeira relação win-win, muito vantajosa para o colaborador e para a empresa.

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