O estudo revela que o material escolar continua a absorver a maior parte do orçamento destinado ao regresso às aulas. Cerca de 64% dos inquiridos prevê gastar mais nesta categoria, especialmente na compra de cadernos e blocos (73%), material de escrita (57%) e manuais escolares (56%). Paralelamente, a tecnologia assume um peso cada vez mais relevante nas despesas das famílias, com 49% a antecipar adquirir um computador ou tablet para o novo ano lectivo.
O impacto destes encargos reflecte-se no valor que as famílias esperam investir. Apenas 10% dos participantes espera gastar menos de 100 euros por criança e 43% prevê uma despesa entre os 100 a 250 euros. Estes valores demonstram que, para a maioria dos consumidores, o regresso às aulas continua a representar uma das maiores despesas do ano.
A pressão sobre o orçamento familiar leva também muitos portugueses a fazerem vários ajustes em outras áreas das suas vidas. Oito em cada dez entrevistados afirma reduzir despesas para fazer face aos custos do regresso às aulas, sendo a restauração (69%), o lazer (50%) e as férias (48%) os principais sectores onde os cortes são mais frequentes.
Perante este cenário, comparar preços tornou-se um hábito praticamente transversal. 86% dos inquiridos compara regularmente os preços antes de comprar material escolar, numa tentativa de maximizar o orçamento disponível sem comprometer a qualidade dos produtos. Aliás, no momento de decidir, o preço e a qualidade e durabilidade dos materiais (39% em ambos) assumem exactamente o mesmo peso na decisão de compra, demonstrando que os participantes procuram equilibrar poupança e qualidade.
As perspectivas para os próximos anos mantêm-se igualmente cautelosas. No geral, os inquiridos acreditam que os custos associados ao regresso às aulas vão continuar a aumentar (86%), reforçando a percepção de que este período é, acima de tudo, um momento de organização familiar (34%) e crescente esforço financeiro (24%). Os resultados mostram ainda consumidores cada vez mais conscientes e criteriosos na gestão das despesas, procurando adaptar as suas práticas de consumo e ao mesmo tempo manter o investimento na educação.

















