Em 2019, os principais indicadores do sector empresarial não financeiro em Portugal continuaram a evoluir positivamente, embora em desaceleração relativamente a 2018, segundo dados do divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
O total de pessoal ao serviço aumentou 4,1%, ao passo que o volume de negócios cresceu 4%. Já valor acrescentado bruto (VAB) subiu 5,8%, enquanto os gastos com pessoal e o excedente bruto de exploração (EBE) aumentaram 8,7% e 2,1%, respectivamente.
Os dados mostram que foram criadas mais 45.977 sociedades no sector não financeiro, o que corresponde a uma taxa de 10,5%, ou seja mais 0,6 pontos percentuais do que em 2018. Estas novas sociedades empregaram 86.623 pessoas ao serviço e geraram 2.540 milhões de euros de volume de negócios, segundo informa o INE. Estes valores correspondem a crescimentos de 14,2% e 7,8%, respectivamente.
Em 2019, as sociedades integradas em grupos representando apenas 8,0% do total de sociedades, concentravam contudo 41,6% do pessoal ao serviço, 64,9% do volume de negócios e 60,9% do VAB. Face ao ano anterior, estes indicadores registaram crescimentos de 6,0%, 3,8% e 6,2%, respectivamente.
Os dados do INE revelam ainda que a diferença entre entradas e saídas manteve a sua trajectória positiva de crescimento, tanto em termos de pessoal ao serviço como de remunerações e VAB), à semelhança do que já tinha acontecido em 2018.
Um dos grandes destaques vai para as remunerações, com tendência crescente entre 2015 e 2019, tendo atingido neste último ano um crescimento máximo de 8,4%. O INE evidencia o elevado contributo das sociedades já existentes na evolução deste indicador (+ 8 pontos percentuais em 2019).
Os dados indicam ainda que a remuneração média anual das sociedades não financeiras continuou a crescer mais nas entradas do que nas sociedades comuns (+4,3% face a +4%, respetivamente). O mesmo se verifica na produtividade aparente do trabalho: as sociedades não financeiras que entraram no mercado registaram um crescimento superior ao registado pelas sociedades comuns.
Em 2019, a produtividade aparente do trabalho das sociedades não financeiras atingiu 29,7 mil euros por pessoa ao serviço (+1,4% face ao ano anterior), aponta ainda o INE. A remuneração média anual, por seu turno, situou-se nos 15 mil euros por pessoa ao serviço remunerada (+3,5% face a 2018).
A performance das PME superou a das grandes sociedades, que registaram novamente um decréscimo no valor da produtividade entre 2018 e 2019 (-1,6%, após -0,9% em 2018 e -1,1% em 2017).














