Os resultados do recente estudo dos riscos psicossociais levado a cabo na REN foram apresentados a cerca de 100 colaboradores da empresa.
Elsa Carvalho, directora de Recursos Humanos da REN, e Magda Machado, consultora da CEGOC, empresa responsável pelo inquérito e tratamento estatístico da informação recolhida, deram a conhecer os resultados do inquérito realizado durante o mês de Julho que teve uma taxa de resposta na ordem dos 70%.
De entre as principais conclusões, o estudo demonstrou que a REN apresenta «um nível controlado de exposição a riscos psicossociais», o que está em consonância com a baixa taxa de absentismo, na ordem dos 2,7%, e baixo índice de acidentes de trabalho. Resultados que a responsável de RH da REN, Elsa Carvalho, atribui também às iniciativas e acções desenvolvidas pela Empresa de acompanhamento de situações identificadas com impacto na gestão do stress e produtividade laboral.
Das quatro dimensões analisadas – exigências cognitivas; controlo; recompensas; apoio organizacional – a última foi a que revelou maior preocupação, antecipando desde já a necessidade de maior investimento em ações de engagement, de reforço de equipas, proximidade entre todos os elementos e de aproximação dos diferentes níveis hierárquicos.
A sessão de debate contou ainda com dois oradores convidados, Mário Ceitil e Luís Lopes que trouxeram ao debate a sua visão sobre este tema e o seu enquadramento no âmbito organizacional e legislativo, assim como do seu enquadramento na Europa e a nível nacional.
Mário Ceitil, académico e especialista em Psicologia Social e das Organizações e autor de mais de uma centena de artigos em vários jornais e revistas e coautor e autor de diversos livros no âmbito da Gestão e Gestão de Recursos Humanos, abordou o tema na perspectiva organizacional, daquilo que é a responsabilidade das empresas nesta matéria, da relevância desta análise e do seu impacto na produtividade. O director associado da CEGOC trouxe ainda à discussão a questão da realidade percebida. E sendo “percebida” como deve ser encarada pela Gestão e como podem as empresas gerir essa percepção.
O especialista em matéria de Segurança e Saúde no Trabalho Luís Filipe Lopes focou a sua intervenção nos aspectos da segurança e saúde e no seu enquadramento legislativo. O ex-coordenador executivo para a Promoção da Segurança e Saúde no Trabalho da Autoridade para as Condições do trabalho (ACT) esclareceu o papel desta instituição neste domínio. «À ACT compete alertar, sensibilizar. Esta é uma questão que não se resolve com fiscalização, com legislação e, nesse aspeto, deixem que vos diga que Portugal tem toda a legislação que há», frisou. No retrato que fez do país em questões psicossociais, o Professor, Formador e Consultor em Prevenção de Riscos Profissionais, reflectiu ainda sobre quem recai a responsabilidade sobre o tema, se às empresas, se a organismos e instituições de saúde ou a todos.














