A rendibilidade das empresas aumentou para 7,3% no primeiro trimestre e a autonomia financeira, medida pelo peso do capital próprio no balanço, cresceu para 40,4%, segundo dados divulgados hoje pelo Banco de Portugal (BdP).
De acordo com as estatísticas das empresas da central de balanços, «no primeiro trimestre de 2022, a rendibilidade das empresas aumentou para 7,3% (5,6% no primeiro trimestre de 2021)», lê-se na informação divulgada pelo BdP.
A análise por sector de actividade económica das empresas privadas mostra que a rendibilidade do activo [rácio entre os resultados antes de amortizações, depreciações, juros e impostos (EBITDA) e o total de activo] «aumentou nas empresas dos sectores das indústrias, da construção, do comércio, dos transportes e armazenagem, dos outros serviços e das sedes sociais», mas diminuiu no sector da electricidade e água.
Por dimensão das empresas privadas, excluindo sedes sociais, «a rendibilidade das micro, pequenas e médias empresas (PME) aumentou relativamente ao período homólogo, de 5,3% para 7,2%, e nas grandes empresas, de 8,0% para 8,9%».
Já a rendibilidade das empresas públicas foi de -0,3% (-8,5% no trimestre homólogo e -3,1% no trimestre anterior).
Relativamente à autonomia financeira das empresas, medida pelo peso do capital próprio no balanço, esta aumentou para 40,4% no primeiro trimestre do ano, «um valor superior» ao registado no mesmo período de 2021, em que foi de 39,9%, refere o documento.
A análise por sector de actividade «mostra que a autonomia financeira das empresas privadas» aumentou relativamente ao primeiro trimestre de 2021 em todos os sectores de actividade com excepção do sector da electricidade e água.
Por classe de dimensão das empresas privadas (exclui sedes sociais), «a autonomia financeira aumentou em comparação com o período homólogo nas PME, de 39,2% para 40,2%, e decresceu nas grandes empresas, de 37,1% para 35,0%».














