Reportagem. De especialista em criptomoedas a piloto de drones, há todo um mundo de novas profissões

Como sabemos há muitas previsões sobre o futuro do mercado de trabalho e o que todas têm em comum é o facto de apontarem sérias mudanças. De tempos a tempos, o mercado de trabalho reinventa-se e novas profissões surgem, enquanto outras caminham rumo à extinção. É precisamente sobre algumas das novas profissões que estão a surgir que vamos falar hoje.

 

Por Sandra M. Pinto

 

As novas profissões são ocupações de trabalho criadas recentemente em resposta a uma necessidade revelada por parte do mercado de trabalho. São muitas e variadas. A verdade é que hoje existem profissões para (quase) todos os gostos. Hoje trazemos uma happiness manager, um especialista em criptomoedas, um piloto de drones, uma responsável COVID, uma directora para a Felicidade e um responsável pelo simulador vertical de skydiving. Quem sabe se não vai encontrar aqui a sua vocação?

 

Quando lhe perguntam o que é que faz o que é que responde?

«Difícil essa pergunta», responde Alexandre Costa, CTO da Bemyself e especialista em criptomoedas. «Muitas vezes é um tema de conversa na comunidade e no Hard Fork Café – espaço aberto de discussão sobre criptomoedas – em Lisboa», confessa, «penso que uma pessoa que tem os fundamentos básicos de como relacionar tudo e que saiba o que é a Blockchain, Smart Contracts, os básicos de desenvolvimento de DAPP’s nas várias moedas – vechain, eth, tron – e como uma exchange funciona, entre outras coisas, já pode ser considerado um “especialista”, dependendo, claro, da forma como interpretamos a palavra». Mas o que faz exactamente um especialista em criptomoedas? «Depende, pode ter várias funções», reponde Alexandre Costa, «considero que actualmente um especialista “puro e duro” é um consultor, pois, dependendo do que é necessário, pode montar uma estratégia, pode criar um produto ou ferramenta de auxilio ou ser apenas analista».

 

Bruno Cavaleiro, gestor de projectos na Drone Surface – Engenharia e Serviços, não teve dúvidas em responder que um piloto de drones é alguém
com competência para controlar um veículo aéreo não tripulado (vulgarmente designado por drone) em modo manual ou automático. «Para além da componente de pilotagem tem que, cumulativamente, conseguir controlar todos os sensores de recolha de imagem embarcados, por forma a obter informação georreferenciada de áreas ou objectos em estudo para posterior análise». Complicado? Também achamos por isso quisemos saber exactamente em que funções se desdobra a profissão de piloto de drones. «Em cada missão de voo, existem duas vertentes que o piloto tem de controlar em simultâneo: a vertente de voo e a de recolha de imagem», revela Bruno Cavaleiro. O piloto tem de garantir, primariamente, que todos os procedimentos de segurança em terra e em voo são cumpridos, ao mesmo tempo que tem de salvaguardar «que recolhe, com a melhor qualidade possível, toda a informação que estava prevista no plano de missão de forma a que os dados recolhidos possam ser posteriormente trabalhados por outras equipas, uma vez que esses dados serão utilizados com vista à elaboração de projectos para auxílio à gestão e tomada de decisão».

 

Valorizada por todas as gerações a felicidade tem vindo a ganhar uma importância preponderante na actual conjuntura laboral. Os colaboradores exigem-na e as empresas começam a perceber o quão ela é importante com vista à obtenção de bons resultados. É aqui que surge a função de happiness manager. «Uma happiness manager é um membro da equipa de recursos humanos, responsável pela felicidade dos colaboradores no escritório», desvenda Mariana Moura, Happiness Manager na PHC Software. Enquanto uma função versátil e focada em projectos de pessoas, «na PHC assume a gestão dos projectos que envolvem o desenvolvimento da atitude para felicidade, que vão desde eventos, formação ou protocolos pensados para fomentar este bem-estar interno na empresa». No que diz respeito às suas funções, Mariana Moura refere que as mesmas se desdobram na implementação e na gestão de projectos de acordo com os valores e a cultura da empresa, que têm como objectivo construir o maior impacto emocional no local de trabalho, «o que chamamos de best experience at work». Vão desde a pesquisa de tendências e inovação nesta área, ao desenvolvimento de iniciativas até à avaliação do impacto das mesmas, esclarece, «isto tudo, sem esquecer a componente de comunicação humana que é extramente importante quando falamos de felicidade», reforça Mariana Moura.

 

 

Ninguém estava à espera de uma pandemia a qual chegou sem avisar para colocar a sociedade perante desafios até então inimagináveis. Perante as novas exigências as organizações viram-se obrigadas a mudar processos e a alterar rotinas. Mas algumas foram mais longe como a Mifarma que criou a função de Responsável COVID. «A posição de Responsável COVID tem como principal objectivo velar pela saúde dos colaboradores e dos consumidores da empresa perante qualquer situação de risco», revela Reme Navarro, CEO da Mifarma. A sua incorporação encontra-se directamente vinculada à equipa de Logística e Armazém da Mifarma e, uma vez que o armazém da Mifarma é o mesmo para Portugal e Espanha, esta posição é de nível ibérico. Sobre as funções deste especialista Reme Navarro refere que as mesmas passam, principalmente, pela criação, desenvolvimento e aplicação contínua de um protocolo de actuação eficaz perante possíveis contágios de COVID-19 ou contactos com pacientes positivos, dentro e fora do local de trabalho. «Ele será o responsável máximo do cumprimento deste protocolo, mas ser-lhe-á alocada uma equipa multidisciplinar que lhe oferecerá apoio», esclarece, «este especialista irá planear medidas inovadoras de segurança sociossanitária no contexto laboral, indo ao encontro da trajetória pioneira que a Mifarma tem procurado traçar neste sentido, pelo que este profissional será o “tracker” interno da empresa, sabendo a todo o momento quem esteve com quem no armazém, de maneira a conseguir cooperar eficazmente com os sistemas de saúde, caso ocorram contactos próximos».

 

Já sabemos o que é um happiness manager, mas a Critical TechWorks foi mais longe ao criar o cargo de directora para a Felicidade. Madalena Marinho é a responsável pelo cargo, logo a pessoa certa para nos esclarecer em que consiste. «Uma directora para a felicidade cria iniciativas dentro da empresa, sejam mecanismos ou eventos, que apoiem o bem-estar e, como diz o nome, a felicidade, das suas pessoas», refere, «termos como conexão, reconhecimento, transparência, inspiração, desenvolvimento individual, confiança e autonomia estão sempre presentes no nosso dia-a-dia e na forma como operamos». Além disto, acrescenta Madalena Marinho, «criamos a consciência na equipa de que a felicidade depende sobretudo da vontade de cada um e que é uma decisão que tem de ser tomada diariamente». Ainda que existam pessoas naturalmente mais positivas que outras, isto não depende da sorte, mas sim da vontade e «isso é uma arte que se desenvolve», acredita a responsável. Na sua vida profissional diária, Madalena Marinho tem sempre em atenção a palavra “CRITICAL”, que além de ser o primeiro da organização, é também a matriz daquilo que a mesma define como felicidade no trabalho: Connection, Recognition, Inspiration, Trust and Transparency, Individually Challenged, Autonomy and Lightness. «Este acrónimo guia todas as iniciativas e contactos com as nossas pessoas», sublinha, acrescentando que «estou também encarregue de assegurar que o caminho e a experiência do colaborador se cruzam com cada um destes pontos, uma vez que o nosso objectivo principal é, naturalmente, que as pessoas se sintam felizes por trabalhar e pertencer à Critical TechWorks».

 

Já ouviu falar em simulador vertical de skydiving? Pois nós também não, por isso fomos descobrir. «Um simulador vertical de skydiving é um espaço em que qualquer pessoa pode experimentar a sensação de voar num ambiente totalmente seguro e controlado», esclarece Cláudio Barreto, gerente da DreamFly Porto. Inicialmente pensado para o treino dos paraquedistas, rapidamente abriu portas para os curiosos com ou sem experiência, sem a necessidade de recorrer a um avião ou paraquedas. «O túnel de vento proporciona uma sensação e experiência de voar tão boa, que é difícil descrever por palavras, somente experimentando», refere Cláudio Barreto, explicando que o túnel de vento DreamFly possui quatro hélices que quando ligadas puxam o ar do exterior, passando-o por placas curvas que direccionam o vento para a câmara de voo, permitindo a qualquer pessoa voar com vento estável e suave. Mas não se pense que qualquer pessoa pode manobrar este túnel de vento. «A velocidade do vento é controlada por um instrutor (o piloto) no exterior do túnel, que a ajusta de acordo com vários fatores (peso e altura da pessoa, posição do corpo, estabilidade do voo e outras indicações transmitidas pelo instrutor no interior da câmara de voo)», ilucida o responsável, «o piloto pode assim disponibilizar a velocidade ideal e, por isso, todos os movimentos para baixo ou para cima, para a frente ou para trás, rodar à direita ou à esquerda, são facilmente controlados por quem está a voar».
São muitas as funções desempenhadas por um instrutor, sendo a mais importante de todas garantir que quem voa vive a melhor experiência com toda a segurança. «Ser instrutor é um trabalho de imensa responsabilidade, não se trata somente de estar dentro do túnel com quem voa, mas sim de saber fazer múltiplas tarefas, das quais destaco pilotar (auxilia os outros instrutores, controlando a velocidade do vento, o tempo de voo, os vídeos da experiência, etc.) e manutenção (verificação técnica diária de todos os equipamentos, garantindo de que estão em óptimas condições, que não existem objectos perdidos, etc.)», afirma Cláudio Barreto.

 

A formação. Uma vezes essencial, outras nem tanto

Se antigamente os profissionais exerciam actividade de acordo com a sua formação académica hoje já não é bem assim. O valor da formação tradicional continua a existir, mas já não tem o peso que tinha há uns anos. Vejamos o caso do piloto de drones. «Do ponto de vista legal, neste momento não existe em Portugal qualquer obrigação em ter formação específica para pilotar um drone, isto é, não há a obrigação ter qualquer tipo de certificação (ou licença de piloto de drones) atribuída por parte das entidades nacionais e que afira as competências de um piloto», esclarece Bruno Cavaleiro, sublinhando que «não quer isto significar que não existam leis e regulamentos a respeitar sempre que se opera um drone». De facto, existem procedimentos e boas práticas que devem ser seguidos sempre que estas plataformas são operadas em Portugal, nomeadamente autorizações que devem ser solicitadas às entidades gestoras do espaço aéreo onde o drone irá voar, estando o voo dependente do deferimento destas. «Contudo», reforça Bruno Cavaleiro, «no que concerne às competências de pilotagem do piloto, não existe obrigatoriedade em frequentar qualquer formação, uma vez que não existe ensino homologado em Portugal».

Continuamos no ar, mas em terra para perceber que, no caso do piloto do simulador vertical de skydiving as coisas não são tão “simples” como nos drones. «Voar é, sem dúvida, uma sensação única e quem observa o instrutor do lado de fora pode pensar que este é o melhor emprego do mundo (e para mim é), mas para lá chegar é necessário passar por uma formação muito exigente que inclui alguns testes físicos», refere Cláudio Barreto, uma vez que no final, o instrutor deve estar apto para garantir toda a segurança de quem voa e proporcionar uma experiência inesquecível. «Para além do curso, quase todas as semanas o instrutor passa por formação recorrente, para que possa evoluir enquanto instrutor e praticante, progredindo nas várias técnicas de voo», sublinha.

E no caso do especialista em criptomoedas, qual será a formação necessária? «Nenhuma», responde Alexandre Costa, acrescentando que «embora saber básicos de linguagens de programação ou mesmo estudar mercados financeiros podem ajudar a despertar o interesse pela actividade e fazer um bom especilaista». Neste momento, as criptos têm funcionalidades espectaculares, mas sem grande adopção por parte da nossa sociedade, explica. «É um mercado nicho, pelo que não existe formação, existem curiosos, e desses há os de muitos tipos» Para Alexandre Costa é difícil entender as criptomoedas e como interligar com o mercado tradicional para trazer mais benefícios, «elas existem e estão aí, precisamos é de comunicar a big picture para gerar um maior interesse».

Para Madalena Marinho o cargo de directora para a Felicidade não tem tanto a ver com a formação ou os diplomas, mas mais com o perfil da pessoa que o vai desempenhar. «No meu caso particular, sinto que pelo facto de não ter sido feliz no trabalho durante muito tempo, tive que desbravar um caminho para perceber que, no fim de contas, eu própria construo a minha felicidade», confessa. Na opinião desta responsável, temos de vivenciar na própria pele esse caminho de construção da felicidade e de colocar em prática os hábitos que nos tornam mais felizes. «Naturalmente, uma experiência prévia a liderar ou a treinar pessoas é importante, mas os traços de personalidade são mais relevantes», refere, «resiliência, criatividade, optimismo e perseverança são fulcrais para uma pessoa que ocupa esta função, não só porque temos a nosso ministério um aspecto fundamental da empresa, mas também porque são as características que queremos ver nas nossas pessoas, e, de facto, temos de liderar pelo exemplo».

«Quando começámos o recrutamento, tínhamos claro que necessitávamos de uma pessoa com vasta formação e experiência profissional, algo que consideramos fundamental tendo em conta a responsabilidade que lhe compete», relembra Reme Navarro. Desta forma, o profissional que assumiu o cargo de Responsável COVID na Mifarma é Técnico Superior em Prevenção de Riscos Laborais de três especialidades e possui ainda uma Licenciatura em Gestão Integrada de Sistemas (Qualidade Meio Ambiente e Prevenção de Riscos Laborais). «A sua experiência é abrangente», acrescenta Reme Navarro, «anteriormente, foi Técnico de Prevenção numa holding de empresas, tendo a seu cargo a coordenação com o departamento de PRL, auditorias de campo, elaboração de relatórios e previsão de necessidades, coordenação de formações e desenvolvimento de competências dos activos humanos da empresa, tendo ainda desempenhado funções como responsável da qualidade e processos numa empresa do sector industrial, onde se ocupava da manutenção do Sistema de Gestão de Qualidade ISO 9001:2015, da análise e melhoria dos processos e implementação de procedimentos, do processamento de não-conformidades e intermediação com os clientes e fornecedores, da resolução de incidentes e ainda de auditorias».

No caso de Mariana Moura, a Happiness Manager da PHC Software, o principal ponto é ter uma capacidade intrínseca no contacto com as pessoas. «Esta é uma função de pessoas que tem de se enquadrar numa equipa especializada de Recursos Humanos», afirma, «no meu caso, a minha formação base é na área de lazer, que é extremamente importante na função e que se encaixa na estrutura da PHC, mas outras empresas, mais pequenas, poderão ter uma happiness manager com maior foco de formação em recursos humanos». Para esta responsável, a grande tendência mundial é que a função seja um complemento às competências tradicionais de Recursos Humanos, beneficiando de abordagens de áreas complementares.

 

 

Novas profissões, novas mais-valias

Com as novas profissões as empresas procuram obter para a organização mais-valias que até então não possuíam. No caso da Drone Surface – Engenharia e Serviços, a utilização de drones é um complemento à actividade profissional já desenvolvida, tendo sido a aposta na introdução destes equipamentos funcionado como mais uma ferramenta de trabalho que pode ser utilizada nas mais variadas áreas. «Com o evoluir desta tecnologia e tendo em conta o largo espectro de aplicação comercial, tornou-se evidente que este seria um mercado em franco crescimento e que com as competências técnicas correspondentes, estas plataformas seriam mais um elemento facilitador para o desenvolvimento de projectos em diferentes áreas, como ambiente ou engenharia», reforça Bruno Cavaleiro.

 

A Critical TechWorks tem como objectivo mudar a forma como o mundo se move. «Acreditamos que só conseguimos mudar o mundo se também tivermos vontade de nos mudarmos – para melhor – todos os dias e, se for a vontade das outras pessoas, também as ajudarmos a fazê-lo», sublinha Madalena Marinho. As mais-valias trazidas pela função de directora para a Felicidade assentam, sobretudo, no apoio que a empresa presta às pessoas que se querem estar continuamente a desenvolver. «O papel de uma directora para a Felicidade reflete os tempos que vivemos, em que as pessoas querem sentir que estão a contribuir para algo mais, encontrar o seu propósito e perceber se o seu cargo e empresa estão alinhados com os seus valores», afirma Madalena Marinho, «todos temos, cada vez mais, o desejo de sermos felizes em todas as frentes da nossa vida e o trabalho ocupa uma fatia relevante do nosso dia-a-dia, pelo que é importante que a insígnia que representamos esteja em conformidade com aquilo em que acreditamos». Para a responsável, aumentar o sentimento de pertença e alinhar os valores das pessoas com os da empresa é uma das melhores formas de aumentar a entrega, o desempenho e a produtividade das nossas pessoas. «No fundo, se o papel de uma directora para a Felicidade for bem desempenhado, os dois lados ganham».

A criação do cargo Responsável COVID na Mifarma surgiu, naturalmente, «da necessidade que sentimos de garantir a segurança máxima dos nossos colaboradores, para que o nosso negócio possa continuar a decorrer com normalidade e para que possam continuar a assegurar o envio seguro dos pedidos aos nossos mais de um milhão de clientes», esclarece Reme Navarro. Em tempos tão conturbados, o CEO da Mifarma acredita que «tudo o que nos ajude a combater a incerteza só pode ser positivo, pelo que decidimos criar este cargo pioneiro na indústria».

«O CEO da PHC, Ricardo Parreira, costuma dizer que a felicidade é lucrativa», confessa Mariana Moura. Assim, não há maior benefício do que criar uma empresa feliz e com bons resultados financeiros. Olhando para um aspecto mais directo, para a responsável o maior benefício em ter uma Happiness Manager «é fomentar o chamado positive thinking na empresa, com uma função que consegue intervir em diversos projectos e áreas, sempre focada nas necessidades dos colaboradores».

 

Desafios e tendências

Enquanto novas profissões, estas funções enfrentam muitos desafios, uns já identificados por outras actividades, mas outros inerentes ao facto de serem ocupações muito recentes no mercado de trabalho. «Ser especialista em criptomoedas ainda não é considerado como uma profissão», refere Alexandre Costa, «no panorama actual é só mais um produto curioso para as empresas de IT e Marketing» E é precisamente aqui que reside o grande desafio, «isto ser realmente uma profissão», reforça, para deixar a achega de que nesta área a tendência «é cada vez ser mais especulativo».

 

Por coincidência, o maior desafio colocado a Madalena Marinho calhou nestes últimos meses de actuação da Critical TechWorks. «Um dos desafios que sentimos foi o de consciencializar as nossas pessoas dos benefícios das sessões de coaching e terapia online que já tínhamos em prática», relembra, «também para fazer face a este desafio, estamos a lançar uma iniciativa online chamada “My Best Self Project”, que, no fundo, vem responder ao desafio que todos sentimos este ano: a necessidade de nos reinventarmos diante a incerteza do mundo que nos rodeia. É uma one-stop-shop onde os nossos colaboradores poderão encontrar artigos, exercícios, vídeos e cursos que estão diretamente relacionados com os principais drivers da felicidade no trabalho: as relações (como melhorá-las), crescimento (como continuar a crescer e a expandir a sua atuação) e impacto (como ter mais impacto na comunidade próxima e no mundo)». Melhorar a relação com as pessoas com quem trabalham, procurar formas de continuar a crescer e sentir o impacto na comunidade que as rodeia – é desta forma que as pessoas, incluindo as directoras para a Felicidade, se podem reinventar e trabalhar para que se sintam mais felizes no trabalho.

No que diz respeito às tendências para o futuro, Madalena Marinho acredita que esta seja uma função que vá ganhar cada vez mais espaço dentro das empresas que se preocupam com o bem-estar das suas pessoas. «Isto porque a forma como as pessoas pensam na sua função dentro de uma empresa mudou e as últimas gerações que entraram em força no mercado de trabalho nos últimos anos, são a prova disso mesmo: para serem realmente felizes o seu trabalho e a vida pessoal têm de estar alinhadas», refere. Além disso, Madalena Marinho acrescenta que «os líderes das empresas começarão a compreender os benefícios excepcionais de terem as equipas motivadas, conectadas, com sentimento de pertença à empresa e felizes – algo que, dada a situação atual de distanciamento físico, continuará a ser desafiante e levanta, mais do que nunca, a necessidade de ter directoras para a Felicidade a cuidar do bem-estar das pessoas nas empresas».

 

Bruno Cavaleiro acredita que haverá por parte do mercado uma tendência para a procura de pilotos de drones devidamente qualificados, pelo que quem possuir proficiência na utilização destes equipamentos, mais bem preparado estará para entrar no mercado. «Para isto», refere o gestor de projectos, «terá que haver uma aposta no ensino qualificado e certificado, de forma a garantir a qualidade dos pilotos, logo, e para que isso seja uma realidade compete às entidades nacionais a criação de modelos e estruturas para que se estabeleçam padrões e todos sigam as mesmas normativas». Bruno Cavaleiro estima que «nos próximos tempos surjam novos desenvolvimentos neste âmbito com a criação de um novo quadro legal nacional que venha finalmente organizar esta área de actividade».

 

Na Mifarma os maiores desafios prendem-se com o nível de responsabilidade que tem um colaborador deste tipo – cuja função principal é zelar pela saúde, segurança e bem-estar de pessoas, os activos mais importantes das organizações. «Como qualquer cargo que lida com pessoas, as dificuldades são acrescidas», sublinha Reme Navarro. No que diz respeito aos desafios da profissão, «no nosso caso, este Responsável COVID está incorporado num perfil de colaborador de logística, mas se pensarmos na sua função como uma nova profissão isolada, acreditamos que poderá contribuir muito para a tomada de decisões numa perspectiva preditiva, permitindo fazer um reset ao sistema actual de prevenção de riscos laborais de qualquer sector», defende, «mais do que nunca, este é o momento ideal para nos focarmos numa cultura de saúde e segurança que coloque o colaborador no cerne de todas as nossas acções, e compreender e valorizar o papel imprescindível dos colaboradores dedicados à prevenção nesta etapa que vivemos, e que não parece ter um fim fácil à vista».

 

Na opinião de Cláudio Barreto, o maior desafio enquanto instrutor é proporcionar a cada pessoa a melhor experiência possível, ver os sorrisos e alegria no final. «Outro desafio é melhorar a cada dia como instrutor e praticante, pois só assim é possível transmitir conhecimentos a todos aqueles que desejam experimentar e aprender na DreamFly», refere, para de seguida acrescentar que «é também desafiante ajudar as pessoas a controlar os seus movimentos no túnel, tornarem-se independentes e praticantes assíduos da modalidade independentemente da idade». Sobre a sua actividade, Cláudio Barreto antecipa um futuro risonho, pois acredita que a modalidade vai crescer muito nos próximos anos em Portugal. «Com a chegada dos primeiros túneis de vento através da DreamFly, serão muitos os alunos e futuros praticantes deste desporto», refere o piloto, «vejo o indoor skydiving tornar-se uma modalidade olímpica em breve e espero, enquanto instrutor, contribuir para que, quando isso acontecer, Portugal possa estar representado com alunos da DreamFly».

 

«O maior desafio passa por integrar a função de Happiness Manager em estruturas tradicionais, num mercado em constante evolução», responde Mariana Moura, para quem esta é uma função que necessita de ser realmente uma aposta e de se enquadrar numa filosofia de empresa. «Portugal deverá olhar para a felicidade como um must-have, porque não há dúvida que empresas, equipas e colaboradores com altos níveis de felicidade são activos intangíveis das empresas», conclui.

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