Restrições mantém-se no novo Estado de Emergência, mas há algumas excepções. E confinamento deverá manter-se durante Março.

Margarida Lopes
11 de Fevereiro 2021 | 19:25

O primeiro-ministro, António Costa anunciou que o Governo decidiu manter no essencial o decreto que foi aprovado há quinze dias e prolongar ao longo deste mês as medidas anteriormente adoptadas no último Estado de Emergência. Haverá, no entanto, uma excepção, a venda de livros não poderá ser proibida. O decreto presidencial não permite proibir a venda de material escolar nos supermercados e hipermercados.

 

«Acho muito prematuro estarmos a dizer quando é vamos começar a levantá-las», indica o primeiro-ministro, sublinhando que, quando isso acontecer, será de forma gradual como aconteceu no ano passado.

O novo estado de emergência foi hoje aprovado e vai vigorar entre os dias 15 de Fevereiro e 1 de Março.

António Costa, explicou que apesar do confinamento estar a produzir efeitos a situação pandémica continua a ser «extremamente grave».

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«Num esforço extraordinário dos nosso profissionais e de mobilização de recursos tem sido possível dar resposta e o confinamento tem produzido resultados, mas com este nível elevado de internamento em cuidados intensivos, não podemos deixar de considerar que temos uma situação extremamente grave», afirma o governante.

«Esta gravidade, que se traduz num aumento de internados e internados em cuidados intensivos, traduz-se também num elevadíssimo número de óbitos diários», refere Costa. «Está a diminuir também mas não nos podemos conformar com aquilo que são os números que ainda temos, que são absolutamente inaceitáveis.»

E deixa claro, «nós temos de manter o actual nível de confinamento, seguramente para os próximos 15 dias, e devemos assumir realisticamente que teremos de mantê-lo ainda durante o mês de Março», adianta o primeiro-ministro esta quinta-feira.

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Para António Costa, ainda não está na altura de começar a discutir o desconfinamento, nem sequer uma versão parcial. «É momento para continuarmos com toda a determinação a fazer o que temos feito nas últimas semanas  que Portugal atinja um nível de segurança que dê conforto a todos na gestão da pandemia», adianta ainda.

«Do mesmo modo que nos devemos congratular com o facto de as medidas adotadas estarem a produzir bons resultados, que ninguém tome esses bons resultados como sendo suficientes para aligeirar as medidas», acrescenta o governante.

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