Os proveitos totais do alojamento turístico em Portugal cresceram 5,2% no segundo trimestre de 2026, atingindo os 2,1 mil milhões de euros, revelou o Instituto Nacional de Estatística (INE).
Entre Abril e Junho, o número de hóspedes subiu 2,3% face ao mesmo período do ano anterior, totalizando 9,4 milhões, enquanto as dormidas aumentaram 1,2%, para 23,3 milhões. Estes crescimentos contrastam com as subidas de 1,6% e 1,4%, respectivamente, registadas no primeiro trimestre.
Os proveitos de aposento totalizaram 1,6 mil milhões de euros, um acréscimo homólogo de 4,5%, depois de terem crescido 5,3% em relação ao trimestre anterior.
O INE salientou que os mercados externos mantiveram-se predominantes, representando 71,9% do total das dormidas, com 16,7 milhões, mais 0,5% do que no segundo trimestre de 2025. As dormidas de residentes cresceram 3,2%, para 6,5 milhões, acelerando o ritmo de crescimento pela primeira vez desde o segundo trimestre do ano passado.
Distribuição regional das dormidas
A Grande Lisboa apresentou a maior dependência dos mercados externos, com as dormidas de não residentes a representarem 82,5% do total, seguida da Região Autónoma da Madeira, com 82,1%, e do Algarve, com 81,6%.
Em sentido oposto, o Centro e o Alentejo registaram as menores proporções de dormidas de não residentes, com 32,6% e 34,6%, respectivamente.
O Algarve concentrou a maior parcela das dormidas no segundo trimestre, com 27,2% do total, seguindo-se a Grande Lisboa, com 23,4%, e o Norte, com 18,5%.
No que respeita aos residentes, as dormidas concentraram-se sobretudo no Norte, que representou 22,6% do total, enquanto as dormidas de não residentes ocorreram principalmente no Algarve, responsável por 30,9%.
Desempenho por segmentos
No segmento da hotelaria, que representou 81,5% do total, registou-se um crescimento de 1,6%. O turismo no espaço rural e de habitação aumentou 3,2%, representando 4,0% do total.
Em contraste, o alojamento local, que representou 14,5% do total, sofreu uma diminuição de 1,2%.
Remunerações no sector
A remuneração bruta mensal por trabalhador no sector do alojamento aumentou 5,7% no segundo trimestre face ao mesmo período de 2025, fixando-se em 1.451 euros, valor que continua 384 euros abaixo da média da economia.
No conjunto da economia, a remuneração bruta mensal por trabalhador subiu 5,1% no mesmo período.
O INE advertiu que os resultados do segundo trimestre poderão ter sido influenciados pela estrutura móvel do calendário, nomeadamente pelo efeito associado ao período da Páscoa.


















